29 de outubro de 2007

Escrevo


Escrevo como válvula de escape.
Essa é minha resposta aos que perguntam o porquê de meus textos.
Escrevo para deixar meus pensamentos externizados, sem compromisso com a compreensão.
Escrevo o que sinto na hora, pois se deixar pra depois, provavelmente não sentirei mais.
Escrevo a vida, a minha vida, e meus amores.
Escrevo para as pessoas, mas como tenho dificuldade em me declarar, sofro com belos textos que escrevi para pessoas que certamente gostariam de conhecer tal homenagem.
Escrevo para me redimir da minha frieza, e transparecer um calor tremendo.
Escrevo pra me declarar secretamente.
Escrevo para demonstrar minha falsa pretensão intelectual.
Escrevo para tirar um peso do meu coração.
Escrevo para ser eu mesmo sem ter que fazer média com os valores sociais.
Escrevo o que penso, e escrevo sem remorso, pois escrevo para os meus amores, passageiros ou não.
Escrevo para aqueles que se identificam com as diversas situações cotidianas que abominamos ao longo da vida.
Escrevo para me orgulhar.
Escrevo. E só.


Ass: Pedro Gazzinelli

Um comentário:

Renner disse...

Rapaz ... Isso me lembrou uma situação vivida pela minha p Prof(a) Claudia Hara, psiquiatra, durante uma consulta com uma esquizofrênica...
(...)um belo dia no consultoria a Dra perguntou -"vc escuta vozes???".- a paciente diz com cara de besta
"-lógico, quem não escuta é surdo."