4 de novembro de 2008

Coluna 09


Eu não quero mais polemizar, mas ao ver que o assunto sempre volta, eu vou escancarar a minha opinião já emitida:
Eu sou CONTRA o aborto.
Eu sou CONTRA a legalização das drogas.
Pronto, falei. Virei um conservador estúpido de merda.
Sou contra o aborto porque não consigo vislumbrar um desfecho justo para o impasse legal que assola a situação. Não consigo imaginar uma solução que resolva de forma condizente a tênue barreira entre a gravidez indesejável e o assassinato de uma criança. Não consigo conceber ainda, qual seria esse limite, afinal, abortar uma criança com 8, 9 meses não é um assassinato? Acho inconcebível dizer que não.
Mas, ainda mais profundamente sou contra a legalização das drogas. Qualquer droga.
A minha visão sobre esse assunto não se baseia em preceitos religiosos ou retrógrados dos conservadores de plantão. Minha opinião não se baseia em preconceito contra usuários, viciados, simpatizantes ou qualquer outro tipo, até porque nunca fui um radical nesse ponto.
Minha opinião também não aborda a questão de que o usuário sustenta o crime, nem vou entrar nesse assunto polêmico.
Minha opinião contra a legalização se baseia em uma palavra: Trânsito.
O trânsito brasileiro matou 70.994 em 2004, sendo a média anual de 60.000 pessoas mortas todos os anos em acidentes de trânsito.
Pra se ter uma idéia, na guerra do golfo morreram algo em torno de 100.000 homens. Uma guerra.
Então, pergunto:
Já não bastam nossos motoristas alcoolizados? Teremos que fazer campanhas do tipo: “Se for dirigir, não cheire”? Será que estamos preparados para isso? Será que estamos preparados, sob a ótica legal, de punir, com eficiência, quem cometer tais crimes? Como seriam os testes que detectariam a presença de maconha, cocaína, lança-perfume, etc... nos motoristas? Liberando as drogas, esses assuntos devem estar em pauta.
É ótimo fazer passeata pela legalização, se estão todos alienados em suas viagens pessoais, e flertam com o “foda-se” ao serem questionados sobre assuntos práticos.
Vocês, usuários (wanna be)politizados são um câncer.
Câncer, porque são alienados, limitados, e contam com pouco, ou zero embasamento de causa.
Eu sou contra a legalização.
O estado é contra a legalização pois sabe de seu despreparo para lidar com situações como essa, do trânsito.
Não façam passeatas. Não façam carreatas. Não façam manifestos. Vocês estão se passando por ridículos. Passando por inconseqüentes que se acham capazes de dirigir drogados, se acham capazes de fazerem tudo, pois o jovem sempre se acha o super-homem, sempre se acha aquele “não vai acontecer comigo” e que esse papo de burocracia é “coisa de burguês e político corrupto, deixa eu fumar um em paz”

- “Oh baby, give me a break”, toma um Moura Brasil e esquece isso.


Ass: Regies Celso.

2 comentários:

Cris Battaglia disse...

sim, é um problema este de direção e drogas. mas ele já não existe? não alcancei onde quis chegar, Regies. não consigo ver o que tem isso a ver com liberação. idem ao aborto.
quero crer então que deveriam ser condenados à forca os pais que entregam carros nas mãos de crianças para mostrarem seu poder através dos filhos, sem ao menos questionarem o comportamento dos mesmos quando vão para as ruas.
ou mesmo aqueles que preferem não saber que as filhas engravidaram, desde que sejam suas eternas princesinhas fingidas ao seu redor.
creio que a liberação arrancaria muitas máscaras sim, além de, ao consumidor, em ambos os casos, proteger de muitas barbaridades.

abraço

Regies Celso disse...

Cara Cris, quis chegar ao ponto de que, como a bebida é legalizada, há que existir um meio de detectá-la nos motoristas correto?
Como as demais drogas não são legalizadas, não há obrigação estatal em detectá-las, uma vez que as mesmas são ilegais...
Com a legalização, o estado dá o seu OK para o consumo, portanto, tem a obrigação de regulá-lo.

O Aborto´foi exaustivamente tratado em outra coluna minha, mas fazendo um pequeno resumo, a questão para mim é, com a liberação, quando seria um assassinato?
O que você não entendeu é: Com a legalização o Estado é obrigado a regular situações que sendo ilegais, essas práticas não demandam.

att.

Regies Celso.