10 de maio de 2007

Necessidade


Eu não preciso de você, nem de seus leves olhares provocantes.
Não que eles não me façam falta. Mas consigo achá-los, facilmente, em outros olhos.
Eu também não preciso do seu toque forte nas minhas costas porque seus atos sexuais são substituíveis e comuns.
Assim como todos.
Eu não preciso de você, nem de ninguém em especial, pois todos têm o que todos têm.
Qualquer uma me serve para acalentar esse frio que me entristece a alma quando acordo.
Eu não preciso dos seus lindos olhos e cabelos macios para meu enorme prazer visual voyeurístico, pois qualquer aparência me satisfaz.
Eu não preciso de você em nenhuma circunstância, pois você só me acrescenta as risadas simples e só profere frases que qualquer uma proferiria.
Eu gosto muito de você, mas gosto muito de outra igualzinha a você que eu vi ontem, na porta de algum lugar.
Eu não vou me submeter aos seus jogos sentimentais pois eu me afogo em baboseira sentimental, sendo que qualquer uma sabe jogar igual você.
Eu não quero saber se você me traiu com fulano ou cicrano porque qualquer uma me trairia dessa forma.
Eu não choro por você, mesmo admitindo a imensa saudade que tenho.
Pois qualquer uma me faz a falta que você faz.

Ass:Pedro Gazzinelli de Barros

Um comentário:

Lira Turrer disse...

Muito bom! Mesmo! Um olhar bem lúcido que beira a frieza, com uma pitada de pessimismo. Mas totalmente real.

Beijocas