13 de abril de 2007

Coluna 1: 2010

Existe um jargão de boteco que reza que três coisas não se discutem: Futebol, Religião e Política. A julgar pelo andar da carruagem, com muita sorte, em 2010 conseguiremos unir nosso três assuntos indiscutíveis prediletos.
Com as atuais convocações do fashion Dunga, é de se temer, se o porco-espinho continuar no comando da seleção, qual será o nosso destino na copa do aguardado ano de 2010. Vai dar pano pra manga.
Outra, todos nós sabemos que o Joseph sei lá o que, também conhecido como Bento XVI, não vai durar demais, visto que já pegou o cedro tropeçando nas botas. Portanto, com alguma sorte o representante de Deus abotoará o paletó em 2010, para que aguardemos mais um conclave.
E, claro, como já é de costume, temos que, em pleno ANO DE COPA, apertar aqueles botõezinhos e colocar um sujeito no palácio do planalto.
Pois bem, após esse preâmbulo, era esse o ponto em que queria chegar.
É fato que hoje no Brasil temos um país politicamente dividido em dois pólos partidários: o PT e o PSDB. Apesar do PMDB ser o maior partido do Brasil na atualidade, quem dá as cartas são os dois partidos citados.
Levando em conta que Lula, a partir do esperado ano de 2010, passará o bastão para frente, uma vez que terá passado oito anos com a faixa entre os ombros, iremos eleger uma nova cabeça para administrar o nosso País.
É aí que entra o medo.
Vejamos por uma ótica bem prática. O Lula não pode mais concorrer, logo o PT, pólo 1, terá que lançar um outro candidato. O PSDB, pólo 2, tem dois candidatos naturais e um correndo a alta velocidade por fora. Se Geraldo Alckmin ou José Serra concorrerem novamente, provavelmente serão escolhidos numa eleição sem graça e com candidatos que o país não quer. É claro. Todos têm o direito de não gostar do Lula, mas trata-se da maior figura política do país, e o PT não têm ninguém pra ir lá botar banca pros Tucanos retrógrados. Sem contar que a disputa política, que é o nosso maior prazer na discussão, acabará.
Uma outra hipótese pode ser levantada ainda com a prerrogativa de que José e Geraldo sejam candidatos, ou um ou o outro. Vejamos:
Foi eleito para um mandato de Senador em 2006 um velho conhecido nosso que está doido para lavar a sua alma e concorrer a Presidente. Isso, o Collorido. Com alguma sorte, poderemos vislumbrar um segundo turno, Geraldo Alckmin e Collor. Seria lindo. O bacana é que o Brasil perderia totalmente o embate político de pólos partidários, afinal, quem o Pólo 1 apoiaria nesse caso?
A melhor solução de todas é abrirmos mãos de achar que vamos ter um Presidente decente e colocar um “meia bomba” que ganharia fácil e afastaria os fantasmas retrógrados e Colloridos das nossas mentes.
Instaurada a campanha!
Explicarei: O PMDB, atual maior partido do Brasil, é base governista do PT, mas nunca foi muuuito de Direita, e nem de Esquerda, portanto, se enquadra nos moldes de qualquer político. É quase um coração de mãe, sempre cabe mais um. E o filho pródigo a casa torna. Embora não tenha consciência se o dito cujo que irei citar é Pródigo ou não, visto número de soadas de nariz que dá em seus discursos, Aécio Neves já foi do PMDB. Isso mesmo, e inclusive experimentamos o gosto de Aécio Presidente durante alguns dias de algum ano que eu não me lembro, quando o mesmo era Presidente da Câmara pelo PMDB.
Abre parênteses para os completos leigos: a linha de sucessão no Brasil é Presidente, Vice-Presidente e após, na ausência desses, o Presidente da Câmara.
Enfim, retornando ao raciocínio, com Aécio no PMDB, o PT está salvo. Não terá que retirar da cartola uma figura política carismática e com chances de ganhar as eleições. Essa figura não existe no PT. Em contra partida, apoiar o PMDB é algo natural.
Com essa hipótese, a rixa política, tão saudável para o País, não acaba, já que Zé e Geraldo podem continuar correndo na disputa, ou um ou outro, e o embate com os dois partidões estará formado.
É a melhor opção.
O medo é do velho fantasma correr por fora, correr por fora e no debate final, um dia antes das eleições, na Globo, descubram que Aécio cheira pó.
Aí, já vimos esse filme.
Traga o Topete.

Ass: Regies Celso

3 comentários:

Lira Turrer disse...

Orgulho da irmã!

Vanessa disse...

So gostaria de fazer uma observaçao sobre a Coluna 1:2010 onde é que esta na biblia que o Papa bento XVI é o representante de Deus na Terra. Ele é humano e pecador como todos nos,todo aquele que prega o evangelho ao mundo é representante de Deus. Deus nao ouve so as rezas dele, ate porque voces devem achar que Deus é surdo para ficar rezando por uma ora a mesma coisa ne? Se fala com Deus orando, e nao rezando.Por fim a igreja catolica nao possui a verdade absoluta da biblia para que tudo que o papa falar deve - se aceitar e abaixar a cabeça, leem a biblia voces verao que a igreja catolica diz muitas coisas que nao sao verdades e voces acreditam.

Regies Celso disse...

Vanessa, a sua observação não acresenta absolutamente nada no texto porque eu não discuti a bíblia: Visão dos católicos x Visão dos evangélicos.

Você também, pelo que escreveu, não conhece da missa um terço, então pare de querer dar uma de entendida de religião e de bíblia, porque vocês, Evangélicos, não são os donos da verdade, como alguns, como você, devem achar que são. Aprenda a respeitar a crença dos e a opinião dos outros.

Um abraço.