30 de janeiro de 2011

A minha fé eterna


Passamos toda a nossa vida em busca de algo, ou de alguém, de alguma coisa que nos faça sorrir, ser feliz e ir “em frente”.
Me rendo ao poder alheio de me motivar e me alegrar, minha tristeza com minhas frustrações, meus erros, e as pessoas que distanciei de mim por não conseguir ser o que eu não sou.
Choro aos prantos negros, aqueles panos brancos, aquela sua rotina que me irrita em sua sistemática que me dá vontade de ser você em toda a sua imperfeição, pois não consigo idealizá-la sem te enxergar completamente perfeita em sua alma bela que eu jamais terei.
Vivo a minha mentira, mas por não conseguir esconder minha verdade, fui sendo verdade e minha verdade só eu sei que não irá me aproximar de ninguém.
Passo a minha vida tentando fugir daquilo que eu sou, e tentando não frustrar aqueles que, no fundo, sinto saudades, e morro de vontade de tocá-la, uma última vez, para poder me arrepender depois, por não ter conseguido te mentir e fazer acreditar que no fundo, eu não sou nada disso.
Se, como diria a outra, a doença só se curará com outra, eu me afugento em sonhos, em dúvida se eu tenho essa capacidade de afastar meu altruísmo com a ignorância que eu considero em todos, e de me curvar que, na realidade, o ignorante sou eu.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

Um comentário:

Nancy disse...

Transcendental!