3 de setembro de 2007

Destino


Inebriava com seu perfume adocicado.
Logo eu que detesto perfumes adocicados, ficava horas sonhando com as diversas nuances do seu cheiro.
Ele acabou perdendo a graça, um dia.
Nada demais, no entanto você quebrou a magia e a áurea de que eu havia criado em torno de você.
Virou uma mortal, igual as demais e eu passei a admira-la como uma pessoa atingível, e não mais como uma pessoa que fica bem até com perfume adocicado.
Nunca mais cogitei achar você em ninguém, pois você é inatingível até em seu estado sem graça.
Agora retorna aos meus pensamentos como aquele mito do passado.
Me deixando com dor de cabeça, náuseas, e falando pelos cotovelos para tentar disfarçar o nervosismo que me abate com a sua simples presença.
Mas ao tocar seus lábios pela primeira vez, percebi que seu perfume adocicado se foi, e algo cítrico invadiu minhas narinas.
Me relembrando como você era inatingível, e continua sendo mesmo em meus braços.
Você, realmente, se renova como ninguém.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

Um comentário:

Diogo disse...

Fala ae parceiro, ae, esse seu texto fico muito doido.... Pbns pra vc... e ainda a gente vende esse site.... bração