12 de março de 2007

O Chão Duro


Era uma confusão, sempre rodeado de vozes.
Uma vez acordei e me vi sozinho em um dia desses dias belos que fazem sol e de repente uma tromba d’água insere-se sobre as nossas cabeças.
Insurgindo sobre um dia perfeito caí as gotas de pensamentos ruins.
Escuro.
Meu corpo era êxtase sem tato.
Inerte.
Acordo em um lugar em que minhas costas doem, mas por incrível que pareça a dor física que presenteia o meu dia não me incomoda.
Pelo contrário, agradeço aquele inevitável incomodo que me lembra que eu estou vivo.
Sinto então uma gargalhada vindo de bem longe e que me soa familiar, uma familiaridade que me confunde.
Quando me levanto vejo que o céu que vejo agora não é azul como antes. Aquele azul era diferente.
Mas o que me chama atenção é que sua tonalidade não apresenta mais nuvens prestes a desabar...
Eram aquelas trombas d’água que me perseguiam.
Que ali não podiam me alcançar mais.
Então me virei de volta ao meu chão duro, e meio sem voz, aquela um tanto quanto rouca e cansada, consegui dizer.
Obrigado.



Ass: Pedro Gazzinelli

3 comentários:

TIA disse...

simplesmente MARAVILHOSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
a tia te amaaaaaaaa.. ta cum muitaaa saudadeeee amigooo
=******************

Sylvinha disse...

que bonito!!!

Lira Turrer disse...

Leva um colchão da próxima vez, tá?
Ah, e por via das dúvidas, leva um guarda-chuva também! Nunca se sabe quando vai fechar o tempo...
Beijos!!

P.S Estou feliz que tenha voltado a escrever!