13 de setembro de 2007

PERSEGUIÇÃO



Envolto a neblinas e tempestades, tento ver o que esta acontecendo
Quero ser igual águia e do alto tentar entender o porque
de tanta morte de tantas guerras de tanta destruição sem razão
Vamos tentar ressuscitar nossos heróis e com eles continuar a cantar
Tanques de guerras, crianças matando esse é o caminho q estamos traçando
Ficamos passivos como avestruz, com a cabeça na terra banhada de sangue
O porque de tanta luta em vão? Vivemos numa eterna podridão
Vamos tentar ressuscitar nossos heróis e com eles continuar a cantar
Se seus olhos vermelhos não vêem o sol brilhar, esta na hora de parar pra pensar
O motivo que nos leva a destruir, o que deus nos deu pra construir
Ouça com atenção o que a natureza tem para falar, ela quer te ensinar
Vamos tentar ressuscitar nossos heróis e com eles continuar a cantar!!!


Ass: Diogo

3 de setembro de 2007

Destino


Inebriava com seu perfume adocicado.
Logo eu que detesto perfumes adocicados, ficava horas sonhando com as diversas nuances do seu cheiro.
Ele acabou perdendo a graça, um dia.
Nada demais, no entanto você quebrou a magia e a áurea de que eu havia criado em torno de você.
Virou uma mortal, igual as demais e eu passei a admira-la como uma pessoa atingível, e não mais como uma pessoa que fica bem até com perfume adocicado.
Nunca mais cogitei achar você em ninguém, pois você é inatingível até em seu estado sem graça.
Agora retorna aos meus pensamentos como aquele mito do passado.
Me deixando com dor de cabeça, náuseas, e falando pelos cotovelos para tentar disfarçar o nervosismo que me abate com a sua simples presença.
Mas ao tocar seus lábios pela primeira vez, percebi que seu perfume adocicado se foi, e algo cítrico invadiu minhas narinas.
Me relembrando como você era inatingível, e continua sendo mesmo em meus braços.
Você, realmente, se renova como ninguém.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

13 de agosto de 2007

Não gosto mais de quem eu gostava antes.


Não gosto mais de quem eu gostava antes.
Sei lá, perderam o brilho no olhar de quando olhavam para mim.
Sei que isso parece um tanto quanto subjetivo, mas gosto de ver alegria nas pessoas quando elas me vêm. É péssimo encontrar alguém que não sorri quando te vê, ou que não lhe acena, como um amigo que você não vê há tempos, mas que nunca deixou de ser amigo.
Amigos ficam anos sem se ver, e quando se vêm, parece que foi ontem.
Eu não gosto mais de quem não me abraça quando me vê. Eu não gosto mais daqueles que não se levantam pra me cumprimentar quando eu chego, e se não me dirijo a eles, tanto faz como tanto fez.
Eu não quero mais receber ligações de quem não consegue conversar mais de vinte minutos.
Quero meus amigos sinceros, que sabem tudo ao meu redor, que me ligam sem obrigação e que se levantam para me dar um abraço mesmo se tivessem me visto ontem.
Quero ver televisão e isso ser o melhor programa de sábado à noite.
Quero beber vodka e rir de um amigo meu que só da azar.
Quero tomar cerveja com meus amigos domingo de tarde e ir embora cedo porque trabalho na segunda, mas com a sensação de dever cumprido.
Quero comer salada, pagar caro por ela, e achar a melhor coisa do mundo.
Quero dividir um cigarro com meu amigo, como um bêbado cambaleante.
Quero gritar mais alto que os outros.
Quero esgoelar minha música preferida.
Depois disso quero que ninguém me discrimine.
Pois posso vê-los raramente.
Mas eles se levantam pra me abraçar quando eu chego.
Eles me olham nos olhos e sabem o que eu estou pensando.
Eles sabem quem me deixa triste.
Eles sabem o que eu quero e o que me deixa triste quando estou bêbado.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

18 de julho de 2007

Escada



Retorno da festa.
No entanto você nem me olhou.
Fingiu não notar minha perna suavemente encostada na sua quando me sentava ao seu lado, tentando criar um clima inexistente de romance.
Flertou daquela maneira irresistível com outros na minha frente, mas nem se dirigiu o olhar a minha reles posição de ébrio.
Evitou me dar respostas simples para perguntas simples que envolvem assuntos complexos.
Definitivamente, com toda minha pretensão de inteligência arcaica, que enxerga e estereotipa a inteligência como o avesso da esportividade, você não me deixa brecha para que eu lhe demonstre toda a baboseira inútil que eu sei.
Os seus pensamentos simples me desconcertam com uma sutileza capaz de fazer com que no mais alto do meu salto alto de arrogância eu me despenque e fique minúsculo diante de uma simplicidade tão espetacular e bucólica.
Me dê apenas uma sobra, faça o ator escada apenas uma vez, para que eu lhe fale algo, ao invés de me derrubar sempre com essa simplicidade que esmaga a minha inteligência inútil.

Ass: Pedro Gazzinelli

15 de junho de 2007

A Nova Onda


Cheguei a uma conclusão.
Tenho pouco saco pra conceito prévio de pessoas intelectuais.
Sim, digo conceito prévio porque hoje em dia preconceito virou sinônimo de aversão, o que é errado. Posso ter um preconceito de alguma coisa e gostar dela.
Mas enfim, os conceitos prévios que me refiro são basicamente musicais e cinematográficos.
É impressionante! Quanto mais conhecida a banda, ou o diretor de cinema, pior.
Bom mesmo é aquele diretor excelente do Irã, e aquele disco underground que o Sonic Youth gravou antes de assinar com a gravadora.
Porra! Fico revoltado com essas coisas, porque não concordo em ser um alienado musicalmente nem cinematograficamente falando, mas a contraponto não quero ser um desbravador de filmezinhos cult pra dizer que entendo de música e/ou cinema. Eu quero poder falar que me divirto vendo American Pie sem ser taxado como um plalyboyzinho que não sabe os enredos da cultuada sétima arte.
Eu quero falar que eu curto ouvir “Mais uma vez” do Jota Quest e não ser visto como um verdadeiro idiota que não viu a apresentação da PJ Harvey e da Herbie Hancock no Tim Festival.
Eu quero falar que eu gosto do Metallica com o Jason no baixo e não ser taxado como um idiota “new metal” que não viu o verdadeiro baixista, o Cliff, detonando nos primórdios.
A sistemática é simples, quanto mais entendedor de um assunto você for, mais coisas malucas e desconhecidas você vai gostar e cultuar. Não dá pra entender de música se você gosta de Foo Fighters, por exemplo. SE você realmente gosta de música a única coisa famosa que você pode gostar é no máximo um dos últimos cd´s dos Beatles. Porque era algo transcendente da realidade, com um instrumental apuradíssimo.
Se você gostar de Tarantino, você é um puro idiota Pop, que não conhece os verdadeiros ótimos filmes B que o Tarantino se inspirou para rodar os filmes dele. O Tarantino é um plagiador idiota. Bom mesmo é Meiko Kaji. Que???? Você não conhece? Ta por fora baby!!!
A onda é tipo Indie, quanto mais “alternatyze” melhor!
O estranho é que às vezes os intelectos avançados se apropriam de grandes nomes pra construir toda uma teoria em cima da obra daquele grande “gênio”. Um exemplo é como funciona um senso comum entre os intelectuais: a idolatração de Nelson Rodrigues. Gênio! Excelente! Se eu expressar a minha opinião de que ele não passa de um tarado ninfomaníaco virei um bosta da geração Pêra com Ovamaltine.
Mas com dizia o próprio Nelsão: A unanimadade é burra.
O dia que for unânime, o próprio Nelson virará uma anta banalizada pelos pseudo-inteligentes de óculos aro grosso.

Ass: Regies Celso.
Detestando cada vez mais o calor dos trópicos.

13 de junho de 2007

Eu Te amo


Eu te amo.
Muito, mas muito pra ser dito em 3 palavras.
Sinceramente, acho que deveria ter que ser obrigado a tirar brevê pra poder dizer isso a alguém que se relaciona amorosamente.
Um casal.
"Eu te amo" é uma simplificação de "compreensão, perdão, devoção, atenção, carinho, sinceridade, dedicação, afeto, tesão, confidência, sacrifício, felicidade, felicidade e felicidade" "Eu te amo" é uma das poucas declarações que não necessita de adjetivo. Se se ama, se ama muito. Ninguém ama pouco. Ou ama, ou não ama. O fato de não necessitar de adjetivos, torna o "Eu te amo" uma declaração única, e não descartável. Quando se fala "Eu te amo" para alguém, os adjetivos implícitos vêm naturalmente: "Conte comigo" "Estou do se lado" Confio em você" "Quero só você". Por isso o "Eu te amo" não deve ser ser usado por alguém que gosta de alguém. Não deve ser banalizado por paixões pequenas e passageiras. "Eu te amo" simplifica todos bons sentimentos em três palavras fortes, e as palavras, as vezes machucam, porque não tem volta. Por isso nunca se deve falar "Eu te amo" para quem você não tem certeza que ama. As palavras não voltam, mas os sentimentos sim. Por isso não deve se ver o amor passar e não voltar. Amor não passa, a paixão sim. As vezes, achamos que amamos, e aí, erramos. Quando o amor acaba, é por que não era amor, e sim paixão.
E o "Eu te amo" é pra quem não volta, não volta atrás. Ninguém deixa de amar. Amar é ver alguém feliz.
Por isso se sofre quando alguém que se ama não esta feliz. Independentemente de tudo, e de nada. Amor não impõe condição. Se ama naturalmente. E amor não pede nada em troca.
Se sofre se não tem nada em troca.
Eu te amo de graça.


Pedro Gazzinelli de Barros.
Texto originalmente escrito em Novembro de 2006.

11 de junho de 2007

As minhas falsas recordações




Eu quero a beleza digna dos seus olhares fixadores em minha pobre alma ébria de álcool.
Eu sonho hoje com os diversos aromas que eu conseguia diferenciar na sua boca.
Eu só quero saber acariciar os seus cabelos de forma com que meus dedos não agarrem nos nós que eles dão.
Eu quero saber tocar nas suas costas sem lhe fazer cosquinhas, mas ao mesmo tempo, eu me ludibrio com suas gostosas gargalhadas, achando que está tudo bem.
O meu maior sonho é que você consiga virar o rosto quando você estiver indo embora.
Mas você sempre vai e segue em frente, me restando a opção de fechar a porta e me recolher aos meus pensamentos.
Minha maior alegria seria ver você correr atrás. Não porque eu sou orgulhoso, mas porque assim, minha pobre alma triste sentiria o maior e imenso valor que ela poderia sonhar.
Eu lembro que eu chorava ouvindo uma música quando você viajou.
Eu quero poder abraçar você e sentir o verdadeiro abraço, que eu nunca consegui sentir depois.
Eu quero a sua beleza bem simples, mas que me cativa a cada olhar.
Eu quero poder entender a próxima pessoa como eu entendia você, mas eu simplesmente não consigo alcançar a sua sintonia em alguém.
Eu quero conseguir escrever coisas bonitas pra você, mas acabo escrevendo lamentações que você nem irá ler.
Então eu fico apenas com esse meu sorriso bobo quando eu lembro de você.

Ass: Pedro Gazzinelli