5 de dezembro de 2010

Controle


Com o coração quebrado mais uma vez tento atingir os mais altos picos.
Com todos os traços de um ser existente, saio de casa outra vez só para ver o mundo.
O que voce diz corresponde as suas atitudes, não quero ser mais um personagem de brinquedo.
Incanssavelmente espero uma mudança, estamos perto do fim, perto de nos soltarmos em busca de nossas aventuras.
Será que novamente viveremos nosso "terror" sem final feliz?
Ai de mim meu amor, novamente procuro aquela velha vela pra iluminar o vazio.
Meus sonhos já não são mais meus, são reflexões a mim impostas.
Busco um dia poder respirar livremente, ser novamente minha própria marionete.
É apenas questão de opinião, quando tudo parece perdido ai sim encontro como achar.
Não posso tirar meus olhos de você, os dias se dispedem.

Ass: Diogo Coelho

27 de novembro de 2010

E andarei...


E aí eu volto, e um dia, e um dia.
Às vezes eu aprendo e caminhando tropeço na fria angústia, o desejo de sair de mim, não caibo em mim.
Um dia então respeito o respeito, o que faço te impressiona? E o que faço te enlouquece. Sem jeito. Não deixo que a negação, um dia, toda minha vida, esperando.
E nós vamos andar até quando. Andaremos até que o sol se ponha no último dos oceanos, no último pôr do sol.
Antes que eu não consiga mais atingir, antes que eu não consiga mais respirar, antes que eu não consiga mais sorrir, mais gritar, mais chorar, mais me emocionar, mais aprender, mais viver, mais ser feliz.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

16 de outubro de 2010

A Gota


Eu sou o fogo que dispara, a flecha na direção, a certeza acusada, a timidez escancarada.
Eu sou a luz errante, a expansão contida, a solidão opcional.
Eu sou a introspectiva, o amor incondicional, a paixão remota.
Eu sou a divisão da opinião, a autoconfiança intelectual.
Eu sou a loucura engarrafada, eu sou o brilho da fumaça.
Eu sou aquilo que eu quis ser. Eu sou o senhor do meu destino, eu sou a homenagem explícita.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

8 de outubro de 2010

Sob a ótica do apaixonado pela crítica.





Quando paro para pensar em política há uma introspectiva minha em relação as minhas lembranças mais distantes, como a eleição de 1989, e como eu venho me posicionando a respeito delas ao longo desses 21 anos. Nasci em 1986, e, claro, não acompanhei bem essa eleição, mas me lembro do impeachment do Collor como se fosse hoje. É uma de minhas lembranças mais remotas, me lembro disso como um dos primeiros fatos da minha vida.

É claro que o fato de saber de cor o dingle do Paulino, aquele do “abraço”, do “15 de Zé Alencar, é o 15 de Itamar...”, “é 40, confirma, é Célio” dentre inúmeros outros, contribuiu, e muito, para que eu entrasse no curso de Direito. Só hoje tenho essa consciência de que essa minha fixação política me levou a seguir esse caminho. Sempre fui PT. Hoje em dia é pecado mortal apoiar Dilma, e os 80% de aprovação do Lula me parecem invisíveis pelos que me cercam. O caminho que a política percorreu ao longo da longeva eleição até a que estamos presenciando me fez desfazer em minha cabeça qualquer pensamento em relação a, basicamente, credibilidade de qualquer espécie de legenda, partido e coligação. Não tem lógica alguma. Não preciso me estender muito nesse assunto para me faz explicar, porque os fatos estão escancarados em qualquer imprensa me confirmando. Não me prendo mais em partidos. Partidos não existem, o sistema eleitoral proporcional é um lixo, confunde e emburrece o eleitor cada vez mais e mais, a ponto de ninguém saber nem mais se o candidato em que votou foi eleito ou não.

Os males e as mazelas do Brasil não são de hoje. O Collor não conseguia governar porque não tinha maioria no Congresso. A maioria no Congresso hoje pertence às grandes coligações, que se elegem em massa através do voto eleitoral e dos puxadores de votos, que se elegem, com mais alguns na carona. Seria interessante essa lógica do sistema proporcional se houvesse, de fato, identidade partidária. O voto eleitoral foi criado para tal fim. Valorizar o partido. O mandato não é do candidato, é do partido. Tudo bem, mas não há nenhuma lógica, hoje em dia, em acreditar que os grandes candidatos tem identidade partidária. Não tem. Ninguém tem.

A crista da onda, Marina, que era do extremo PT esta próxima de se aliar ao PSDB. Ela está certa? Não sei, mas, acima do direito de repensar sua posição, que é legítimo, há um fato interessante quando se observa que por um objetivo político, as coligações são formadas, descrendo qualquer ilusão de oposição real no Brasil. Um exemplo claro, para nós Mineiros, foi o apoio de Jô Moraes, militante ferrenha do PC do B, ao canastrão do Leonardo Quintão, do PMDB, que por sua vez era apoiado pelo Newtão, velho conhecido nosso, de passado e presente pouco nobres e fortuna inexplicável de alguns bilhões. Bilhões. Porque? Porque do outro lado dessa eleição para Prefeito de Belo Horizonte havia o Márcio Lacerda, que acabou vencedor, do PSB, apoiado pelo então Governador Aécio Neves, do PSDB, e pelo então Prefeito Fernando Pimentel, do PT. Abre aspas: Nessa eleição de 2010 ambos foram candidatos a Senador e Aécio apoiou Itamar, que foi eleito junto com ele. Pimentel não.
Então, vejamos: PT e PSDB juntos, depois separados, PMDB junto com o PC do B, e depois somos empurrados pelo voto proporcional, que nos faz engolir, goela abaixo, a tal identidade partidária, que nos empurra candidatos que desconhecemos a nossos representantes no grande congresso de despachantes que virou o Congresso Nacional.

O sistema de leis é falho, pois hoje em dia quem legisla as questões realmente determinantes, e daí se exclui a criação do dia do Atlético Mineiro, dia do isso, e dia do não sei aquilo, é o Executivo, que elabora as leis, de acordo com seus interesses governamentais, e envia as Emendas Constitucionais, as Leis Ordinárias que alteram alíquotas e criam Tributos, enfim, o que importa, e por meio de um de seus despachantes, e daí, leia-se, deputado da base governista, as envia como proposta de leis, e as aprova, com sua maioria congressista. Maioria essa formada, diga-se de passagem, por aqueles que desconhecemos.

Tudo isso me leva a crer qual é, de fato, o futuro do Brasil a partir de agora. O grande trunfo do Lula de não modificar, em tese, a diretriz econômica, é uma crítica positiva da crítica da Presidência. Opositores ferrenhos do PT, como a revista Veja, afirmam que a única coisa boa do governo atual é a estabilidade econômica. Acredito que nenhum dos candidatos a Presidência, hoje em dia, ousaria em alterar o rumo natural de abertura do mercado. As privatizações, quando bem feitas, são ótimas para o desafogamento da máquina estatal, dos custos operacionais, bem como aperfeiçoam a eficiência de produção.

Qual a lógica da identidade partidária agora? Que rumo vamos tomar? O PT é muito diferente em sua roubalheira ao DEM, aliado do PSDB de Serra, com seus Arrudas, ACM’s e cia?

Que rumos vamos tomar frente a essa grande descrença em relação aos nossos representantes, como as eleições de Tiririca, Newton Cardoso, e demais picaretas, e de Weslian Roriz disputando o segundo turno pro governo do DF?

Como vamos nos decidir entre o bem e o mal, entre a mãezona do Brasil e o workaholic preparadíssimo?

Como vamos nos portar diante desse circo que vem sendo armado hà anos e anos na nossa fuça, e que, no fundo, todo mundo toma whysky com todo mundo e não precisa nem ler do que se trata.


É de chorar.



Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

17 de agosto de 2010

O Suor das Pedras


Foi nessa época que percebi.
Se pensar enlouquece, e essa loucura me consome.
Se toda poesia, toda subjetividade.
Se erguemos pedras todos os dias, e as pedras sempre caem sob minhas costas, cansadas, meus cacos.
Ergo as pedras sobre minha cabeça.
Sob o Sol suo minhas forças, minha vontade de felicidade, minha ânsia enclausurada de viver.
Aquilo incondicional, há que ser incondicional.
Não exponho meus cacos. Junto-os e deixo-os ir.
Deixo, para que não me consuma
não me consuma
não me consuma.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

10 de agosto de 2010

Gira, Gira...




Vamos então comemorar o perdão, o antigo amigo, as novas emoções e as velhas lembranças.
Vamos lá, já que meu passado gira, gira, gira...
Vamos lá sentir uma naturalidade em ficar só, tão antes incomum.
Vamos lá?
Até quando então vou me flagrar com aquele aperto.
Eu deveria ter voltado?
Te deixei ir.
Você, sabe, vamos lá, não existe egoísmo em amor, amizade? Não.
Te deixo ir e guardo o que há de bom.
Te deixo ir de mim e ser feliz em qualquer lugar.
A torcida é minha por você, em qualquer lugar.
Vamos lá, vamos cá. Me deixe treinar “ora pois”.
Me deixe voar.
Quem deixa?
Someone like me.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

7 de agosto de 2010

2010. E agora?


Bom, como eu já tinha lembrado anteriormente, esse ano, assim que a gente começa a esquecer a Copa do Mundo, vem as Eleições para Presidente, Governador e Senador.
Aqui, em Minas Gerais, estamos especialmente ferrados nessas eleições, mas não só nós. O Brasil todo.
Nas fatídicas eleições de 1989 tínhamos 14 candidatos com condições reais de chegar à Presidência. Eram 20 candidatos. Tudo bem que, aquela época, em primeiras eleições após 25 anos sem diretas, havia a criação desenfreada de partidos políticos, e as vastas e esdrúxulas coligações não haviam nascido. Mas hoje em dia a falta de candidato está beirando o desespero.
Nas eleições que se aproximam, temos, de fato, dois candidatos com possibilidade de chegar ao Planalto. Dilma e Serra. Cel. Michel Temer como vice de Dilma e o playboy Índio da Costa como vice de Serra completam o pacote.
É de levantar as mãos pros céus e se perguntar: E agora José? José, não dá, e convenhamos, ta difícil acreditar em um governo exemplar da Sra. Rousseff em caso de vitória. Sobra a Marina, que ta na crista da onda, mas acredito que na hora “agá” não alavanca nos votos. É uma situação difícil porque temos que escolher, em suma, o menos pior. As coligações desenfreadas em busca de maior tempo na propaganda política na TV e na “viabilidade de se governar” em Brasília chegaram a tal ponto que estamos nos aproximando do modelo americano de bipartidarismo. É de chorar. Tirando um pouco do foco nacional e se aproximando do cenário Mineiro, vemos uma situação mais indignante ainda. Antonio Anastásia (PSDB - DEM) e Hélio Costa (PMBD - PT) polarizam a disputa pelo governo do estado nos moldes do panorama nacional das coligações PSDB-DEM e PMDB-PT. Chega a ser ridículo Fernando Pimentel, Prefeito em dois mandatos da capital, aprovação superior a 90% abrir mão da candidatura do estado e Patrus Ananias ex-Prefeito e ex-Ministro de Estado do governo Lula aceitar ser vice de Hélio Costa em troca de um acordão com o PMDB. É revoltante. Hélio Costa é um ex-jornalista e político duvidoso que tem altos índices de aprovação no interior em troca de algum tipo obscuro de politicagem. Antonio Anastásia, meu ex-professor na Faculdade de Direito Milton Campos, é um técnico excepcional e é dono de uma respeitável carreira acadêmica, mas não é um político, além de ter se embrenhado em meios aos Coronéis resistentes da época da ditadura, hoje habitantes em terras do DEM.
Nós sobra a eleição para Senador, que de longe, conta com a melhor disputa entre todas as que iremos votar. Aécio Neves, ex-Governador por dois mandatos, Itamar Franco, ex-Presidente da República e Fernando Pimentel, ex-Prefeito por dois mandatos disputam duas vagas no Senado. O grande problema é que como o mandato de Senador é de 8 anos, é muito possível que nenhum dos 3, se eleitos, irá cumprir o mandato até o fim. Itamar Franco, no auge de seus 80 anos, pode até chegar no final do mandato, mas, convenhamos, sem duvidar da capacidade laborativa do Itamar, é complicado votar em um candidato de 80 anos, para um mandato de 8 anos, em que seu suplente é ninguém menos que Zezé Perrella do DEM. Zezé, Presidente do Cruzeiro Esporte Clube e empresário é conhecido por suas atividades, digamos, duvidosas. Aécio Neves, por sua vez, é novo, já que com 50 anos, chega ainda novo no final do mandato, aos 58. No entanto, se Serra não ganhar as eleições, quem vai ser o candidato do PSDB em 2014? Seu suplente é ninguém menos que Elmiro Nascimento do deplorável DEM, ex-Prefeito de Poços de Caldas que recebeu denúncias por má gestão durante seu mandato. O segundo suplente de Aécio Neves é Tildem Santiago, que era do PT e até foi embaixador de Brasil em Cuba durante o governo Lula. Dá pra entender?

Ass: Regies Celso