29 de junho de 2010

A perda do horizonte, e o vicio.


Não se pergunta aos céus.
Mas ô, céus, o que será essa grande perda de horizonte e os vícios em que se afogam, eis que como diria aquele grande outro, cada um faz o que quer.
Cada um faz o que quer, e aquele paraíso praiano, em que não se tem aquele grande objetivo, aquele que nos move, mas nos deixa feliz.
Aquele em que meu filho terá que ser mais feliz do que eu.
Mas será que esse paraíso praiano não será, quem sabe, aquele meu objetivo maior, aquele objetivo em que aposto, ele seria mais feliz do que eu, que não tive isso, ou aquilo, mas sim o que transforma a mera existência em vida. Aquela gana de procurar mais a felicidade do que a objetividade. Aquela vergonha que da ao assinar o ponto, o protocolo.
Atente-se você, meu paraíso praiano. Ao que estou a pensar.
E minhas malas se arrumam.
A perda do horizonte, e o vicio, aquele em que nos perdemos, em horizontes. Vou viver a mim. Vou viver aos outros?
Vou viver aos céus, viver aos mares e aos cocos.
Aquilo tudo em mim, me afaste esse cálice.
Dos horizontes, dos vícios.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros.

20 de maio de 2010

Se foi


Tem dia que a gente acorda sem querer saber de nada, tem vez que o que queremos é apenas olhar as coisas que queremos, e, tudo aquilo que achamos, ao menos, um pouco importante.
Um caminho perfeito, o princípio da rendição de um alguém, um alguém como eu.
Sempre com a corda no pescoço, procurando um laço para nos pendurarmos de ponta cabeça facilitando a circulação do sangue no cérebro, para que, quando entendermos o que se passa em nossa mente, possamos descobrir o que somos de verdade.
Procurando desde novo uma pequena escolha que possa me trazer sossego durante o tempo passado comigo mesmo.
Um turbilhão de idéias, pensamentos aquém do que podemos ter.
São tempos como esses que me mostram toda a dificuldade, toda impiedade, toda barreira que devo conquistar e vencer.


Ass: Diogo Coelho

29 de abril de 2010

As Palmas


(Livrai-me de todo o mal, amém.)

Saio da sua casa aos berros, quebrando sua porta, sou eu, aquele monstro.

(Amém, nós todos.)

Saio de sua vida com silêncio, olhando pela última fresta da janela e seu telefonema: "Cheguei bem".

(Aleluia.)

Saio novamente da festa. Você me olhou ou você nem estava lá.
Quebro a sua mesa, quebro meu conceito de certo e errado.
Quem é errado, errado é.
Quem disse que a poesia é farta.
Meu último choro, por você.
Inclino meu corpo para frente, em uma reverência.
Aguardo as palmas.
"Até o próximo espetáculo."



Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

20 de abril de 2010

Quando sua tristeza é mais


Saio daqui para uma varanda de vícios.
Conheço todos, no entanto, estou te procurando no lugar errado?
Estou te procurando em outro mundo, aquele mundo em que você não existia e nem existe.
Vou a minha varanda de vícios e me esbarro na minha maior arma pra te esquecer, te largar.
Preciso que você me largue, preciso não mais ver suas tristezas, sua triste tristeza.
Preciso não confundir mais você triste, eu triste, ela não está triste.
Qual então, o eufemismo de amor que preciso lembrar?
Qual será então, a minha busca pra te fazer feliz nesse meu jeito tão impotente.
Qual será?
Se você esta triste, minhas forças minam, sem que eu me consiga fazer feliz, sem ela, ou aquela, mesmo assim.
Seu amor incondicional, agora me sinto assim.
Na sua fechada tristeza, não encontro mais aquela velha inspiração para minha inspiração melancólica.
Minha tristeza é tentar te fazer sorrir.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

15 de abril de 2010

Viver é pra Viver



Pra ler ouvindo: "Enquanto ela não chegar" - Barão Vermelho.


Viver é pra viver.
Não importa a viagem do poeta ou a alegria da musa.
Não importa o choro do escritor ou o aplauso do público.
Viver é pra viver.
As alegrias dos amigos, a experiência única, os amigos fugazes.
Viver é pra viver a respiração, o vento, o caminho perdido, a viagem de final de semana.
Viver é pra viver a vida, nossa vida, que fala com difícil compreensão.
Alguem como eu.
Viver é pra viver a única emoção, a emoção de tudo pro alto agora.
Viver é pra viver as lembranças, viver é pra viver aquele dia, aquele abraço ou aquele choro.
Viver é pra viver aquele frio, aquele calor ou aquele mar.
Viver é pra viver aquele presente, aquele sol nascendo, aquele caminho de volta.
Viver é pra viver aquele porre, aqueles óculos quebrados, aquele terno esquecido.
Viver é pra viver aquele sorriso, aquele perfume, aqueles ombros.
Viver é pra viver.
Alguem como eu.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

Asas do Tempo



Tanta vontade explode no peito, procuro encontrar formas de delinear sua face em palavras poéticas.
Parece que estou me afogando quando estou longe de você, não consigo respirar, é como se eu tentasse prender minha respiração até o momento que você chega, você meu oxigênio.
Quantos dias mais serão necessários para que possamos estar juntos novamente e para sempre, meu coração quando longe de seu carinho fica em forma caco de vidro, entretanto quando nos encontramos se torna um diamante.
Quanta saudade existe batendo em mim, quantas peripécias malucas minha mente inventa para suportar a vontade de estar ao seu lado, sem nada a temer me resta sentar no meu canto, olhar para meu relógio e torcer para que ele esteja errado, hoje não é quarta, é sexta-feira.
Uma vontade emergente surgi, uma forma carinhosa de traçar caminhos alternativos, de mãos dadas quem sabe, tudo para sentir o calor que é sua pele se entrelaçando na minha, o seu começo é meu fim, o seu fim é o meu começo, puramente, como alianças, sem fim, perfeito.
Dando bocejos sonolentos pretendo buscar uma forma de sonhar com aquela vez, sempre aquela vez, sempre tentando reviver momentos únicos.

Ass: Diogo Coelho

8 de março de 2010

08 = 43


A você minha amada, mulher linda que rouba meus sonhos,sem entender porque acordo suado a noite só de pensar em pegar o ônibus.
Vida perfeita, que me faz refrescar com sorvetes por calor a você.
Te dou rosas de palavras, para que durem no seu coração, sentado, sorrindo, sentindo, buscando cada palavra para que consolide nossa emoção.
Mulher amada, que foi descoberta em meio a multidão, e em meus braços encontrou proteção.
Queria dizer poemas para eternizar seu dia, que foi nosso dia, oito, em que você se tornou, minha “amada”, entendeu?
Bang, bang, o som do nosso coração brincando, você me disse e me mostrou o que eu não pude encontrar, o prazer que era valorizar o sorriso de uma mulher.
Construí varias pontes e caminhos para seu olhar, queria entrar nele por uma brigada voadora em uma janela misteriosa, e dar voltas em seu coração, conhecer cada pedaço da morada que abrigou o nosso amor.
Sua luz colidiu com a minha, um velho escritor de poemas, em folhas timbradas de emoção, louco para te dar o mundo, e não podendo, tenta escrever seu mundo, você.
A você, meu lapso de amor, minha razão de sorrir, a porta esta aberta, venha entre.
Por sete moedas de ouro e minha gaita já usada, sentirei a canção se consumir pelo seu sangue, enquanto tento achar a perola perfeita para colocar em suas mãos.
Meu lado cego refletia sua ausência, e eu não podia enxergar pois estava dormindo enquanto o dia passava, e com um carinho na cabeça você me acordou da minha cama desarrumada.
Me perguntou as horas e eu percebi que algo estava faltando, onde eu tinha colocado minha mala para a eternidade?
A você meus dias, cada segundo multiplicado por 180, um dia será vários dias.
A você.


Ass: Diogo Coelho