19 de fevereiro de 2009

Quando o dia acabar



Fotos amareladas me lembram seu sorriso que já não possuo.
Fotos amareladas me lembram o que um dia eu já fui.
Fotos amareladas para saber que o tempo passou.
Fotos amareladas para eternizar o que é só nosso
Não posso acreditar que hoje nossas fotos são recentes.
Não posso acreditar que hoje cada um está em um porta retrato diferente.
Porque não continuamos com aquelas fotos antigas e vemos até onde ela podem se desbotar?
Será que o velho é mais feio que o novo?
Será que ainda não sou o suficiente pra você pode sonhar de novo?
Lamento que escoem lágrimas do seu rosto de porcelana.
Lamento por ter tirado o sorriso da sua face.
Eu sei que a chuva cai lá fora, eu sei que nossos faróis não se cruzam.
Mas podemos ser travessos. Vamos colorir nossas novas fotos de amarelo?
Vamos nos amar como antigamente.
Vamos viver o que só nós dois sabemos que existe.
Vamos fugir.
Apenas eu e você e os anjos como testumunhas.
Pra sempre.
Tudo quando o dia acabar.

Ass: Diogo Coelho

17 de fevereiro de 2009

Perfume de lulu



Eu queria voar daqui, te levar comigo pro mundo da lua.
Eu queria poder te amar nas estrelas e mais tarde te levar pra tomar um sorvete de chocolate.
Nada é como antes, mal tenho o meu lugar, olho para trás e não vejo mais, mas mesmo assim eu sigo, sigo meu coração.
Tem que se arriscar, é simples assim, basta ver a nossa história.
Eu queria ficar de mãos dadas por horas a fio, queria sentir o seu perfume de lulu.
Eu queria sonhar com você e acordar sabendo que você não é um sonho, foi feita pra mim.
No campo vasto do amor a gente vai dançar até que a música do rádio acabe.
Vamos roubar as cores do arco-irís e pintar a nossa aquarela, só nossa.
Podemos compartilhar só por hoje o que ninguém nunca vai poder nos roubar?
Eu queria que a vida fosse pouco tempo para gente.
Eu queria poder te ter, eu queria jogar Mario Brother com você.
Você pode conhecer meus medos, você pode ser aquela chama que me esquenta em noites de frio, basta você sonhar.
Se você fosse embora ao menos eu teria agora uma razão especial pra lembrar, mas você nunca veio, sozinho, ainda receio se esse dia vira. Dias gelados.
Seu perfume de lulu, me encanta.
Seu perfume de lulu me faz sonhar.
Dedilho uma bela música para que seus ouvidos sempre lembrem que nosso amor é uma bela canção.
Nas madrugadas a fio, lembro que nosso amor nasceu pra ser eternizado.
Nosso amor, é lindo!!

Ass: Diogo Coelho

16 de fevereiro de 2009

(Sem)tido


E agora, como é que a gente faz?

Finge a felicidade ou se conforma com a tristeza?
Posso mais uma vez te ligar porque vi algo engraçado no meio da rua, ou chegar na sua casa de surpresa?
Posso mais uma vez levar aquele jantar, que você antes não gostava, mas que passou a adorar?
Posso pedir por você, minha escada.
Mas e agora, como que a gente faz?
Como fazemos quando abrimos nossa memória e fica dificil andar?
Como faço quando associo você a meus atos e sinto aquela enorme dor?
Como faço para não me perder agora?
Posso chamar por você, mesmo sabendo que você não virá?
E agora? Como que se faz? Se lamenta ou se levanta?
Me desculpe por te perder.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

12 de fevereiro de 2009

Osama


Eu gosto dele.
Do Osama.
Quer dizer, do Obama.

Obama é a salvação para a fome e a Aids na África, para a guerra do Afeganistão, do Iraque, do Vietnã e do Golfo.
Obama é o cara que vai colocar o PAC para funcionar, destravar a língua presa do Lula e ainda dar um jeito na cara de pau do Hugo Chavez.
Obama é o Presidente de todas as nações, o salva-mundo, o negão que chegou para ficar e salvar os Americanos deles mesmos, como se o próprio Obama não fosse Americano.
É por isso que o mundo ama Obama. Obama é o Presidente Americano com menos cara de Presidente Americano, e é por isso que adoramos Obama. Adoramos Obama por ele nos enganar que ele não é Americano.
Ledo engano. Obama é Americano, nacionalista e ainda por cima democrata.
Tomamos ódio mortal dos Republicanos Americanos por causa de George, o Bush, mas nos esquecemos que foi na era Bush que os Americanos ficaram mal dentro do EUA.
Ora, Obama é protecionista e Bush um guerrilheiro.
Economicamente, e como um "não-Americano" e "não-atacado pelo EUA", prefiro um guerrilheiro.
Obama é protecionista, subsidiador e vai levar ate as últimas consequências o seu objetivo: ser Presidente dos Estados Unidos.
Não Presidente do mundo.
Obama é Americano e irá, de todas as formas proteger os EUA contra tudo e todos.
Exportação de gado, soja, e a mão-de-obra ilegal que adoramos mandar pro EUA estão com os dias contados.
Obama é protecionista, como todo democrata, e como pais exportador, perderemos muito com Obama.
Ninguém esta se lembrando disso.
O mundo emergente ira piorar com Obama. Obama irá subsidiar o gado Americano, a soja Americano, o pedreiro Americano, o eletricista Americano e nos iremos, no melhor estilo Obama, "yes, you can´t". Não poderemos mais.
Obama, o Barack, pode ser simpaticão, parecido com o Denzel washington, mas não é um heroi de Hollywood.
Obama é Americano.
Presidente Americano.
E conseguiu, sutilmente e heroicamente, fazer com que o mundo se esquecesse desse detalhe.


Obama não irá nos salvar,e, mesmo com todo amor e compaixão que tenho com os Afegãos, gosto mais de mim mesmo.



ass: Regies Celso

18 de janeiro de 2009

Egoísta



Sempre que busco um sonho estou tentando realizar um desejo pessoal meu, me torno egoísta com isso, afinal, até que ponto os fins justificam os meios?
Não tenho muita empatia pelas pessoas, na verdade na maioria das vezes me considero boa demais pra elas, ou as considero burras demais para mim, me apoio então no que tenho de melhor, as palavras, acho que graças a elas não me torno um completo sozinho.
Adoro a solidão, mas adoro ficar sozinho rodeado de pessoas, aquele tumulto insuportável, problemas ridículos, mas é isso que me faz perceber que estou vivo.
São melhores que eu, luto pelos meus sonhos e as vezes essa luta põem você no meio, acaba sobrando para você, até aonde ser egoísta é errado!? Só estou realizando o meu sonho, o meu ego.
Imagine um solitário que sente falta de pessoas em quem confiar perto, mas não quer se aproximar de nenhuma, imagine uma longa caminhada por uma estrada infinitamente comprida (a vida) sem ninguém para conversar?
Amigos, coisa difícil de definir, afinal, são aqueles que podemos contar ou são aqueles que contam com a gente!?
Mas como que alguém pode contar comigo se no fim das contas eu gosto mesmo é de ler meu livro e me deliciar em tragédias gregas das quais os amigos sempre fazem parte.
Que o diga Alexandre Dumas: Edmond Dantes x Fernand.

Ass: Diogo Coelho

11 de janeiro de 2009

Appaloosa



Rodeado de pessoas presas em fotos, onde quer que eu vá vejo vocês decorando as paredes da minha sala.
Sem sentimento. Tudo ficou preso em uma imagem instantânea que imagino ser real.
Jogo carteado contra mim mesmo, busco esperança na solidão, sem José ou João, quero somente sonegar os imposto de uma emoção gélida.
A cada dia aprendo mais quem eu não sou, e principalmente me moldo de forma a tomar uma forma irreconhecível.
Tomo meu veneno, o que te mata me fortalece, assim sigo a vida, de contradições cotidianas a razões irracionais.
Nunca te pedi nada, somente desta vez deixe o ouvido para mim, ao menos dessa vez deixa eu fazer o que eu realmente quero.
Com o vento na cara a galope tento sair desse urbano viceral.
Sigo a relva em busca da minha liberdade, liberdade essa que só encontrarei sozinho.
Appaloosa.
Somente eu e você, em busca do meu sonho.

Ass: Diogo

4 de novembro de 2008

Coluna 09


Eu não quero mais polemizar, mas ao ver que o assunto sempre volta, eu vou escancarar a minha opinião já emitida:
Eu sou CONTRA o aborto.
Eu sou CONTRA a legalização das drogas.
Pronto, falei. Virei um conservador estúpido de merda.
Sou contra o aborto porque não consigo vislumbrar um desfecho justo para o impasse legal que assola a situação. Não consigo imaginar uma solução que resolva de forma condizente a tênue barreira entre a gravidez indesejável e o assassinato de uma criança. Não consigo conceber ainda, qual seria esse limite, afinal, abortar uma criança com 8, 9 meses não é um assassinato? Acho inconcebível dizer que não.
Mas, ainda mais profundamente sou contra a legalização das drogas. Qualquer droga.
A minha visão sobre esse assunto não se baseia em preceitos religiosos ou retrógrados dos conservadores de plantão. Minha opinião não se baseia em preconceito contra usuários, viciados, simpatizantes ou qualquer outro tipo, até porque nunca fui um radical nesse ponto.
Minha opinião também não aborda a questão de que o usuário sustenta o crime, nem vou entrar nesse assunto polêmico.
Minha opinião contra a legalização se baseia em uma palavra: Trânsito.
O trânsito brasileiro matou 70.994 em 2004, sendo a média anual de 60.000 pessoas mortas todos os anos em acidentes de trânsito.
Pra se ter uma idéia, na guerra do golfo morreram algo em torno de 100.000 homens. Uma guerra.
Então, pergunto:
Já não bastam nossos motoristas alcoolizados? Teremos que fazer campanhas do tipo: “Se for dirigir, não cheire”? Será que estamos preparados para isso? Será que estamos preparados, sob a ótica legal, de punir, com eficiência, quem cometer tais crimes? Como seriam os testes que detectariam a presença de maconha, cocaína, lança-perfume, etc... nos motoristas? Liberando as drogas, esses assuntos devem estar em pauta.
É ótimo fazer passeata pela legalização, se estão todos alienados em suas viagens pessoais, e flertam com o “foda-se” ao serem questionados sobre assuntos práticos.
Vocês, usuários (wanna be)politizados são um câncer.
Câncer, porque são alienados, limitados, e contam com pouco, ou zero embasamento de causa.
Eu sou contra a legalização.
O estado é contra a legalização pois sabe de seu despreparo para lidar com situações como essa, do trânsito.
Não façam passeatas. Não façam carreatas. Não façam manifestos. Vocês estão se passando por ridículos. Passando por inconseqüentes que se acham capazes de dirigir drogados, se acham capazes de fazerem tudo, pois o jovem sempre se acha o super-homem, sempre se acha aquele “não vai acontecer comigo” e que esse papo de burocracia é “coisa de burguês e político corrupto, deixa eu fumar um em paz”

- “Oh baby, give me a break”, toma um Moura Brasil e esquece isso.


Ass: Regies Celso.