24 de outubro de 2007

Coluna 3: A Justiça.


Condenaram o sujeito que matou a missionária Dorothy Gestautdhjbters.
27 anos, de novo.
Isso me fez refletir com base em meus conhecimentos jurídicos an passan, de que o judiciário, e todo sua base de funcionamento é, de fato, uma bosta.
Como um assassino condenado a mais de 20 anos tem direito a um segundo Júri, o cara enrola eternamente pra ir pra cadeia. Depois ainda rola um Tribunal de Justiça (Segunda Instância, para os leigos).
Acontece que o Tribunal de Justiça é composta por uma centena de velhinhos, que foram tocados por algum dom divino, já que tem absoluta certeza plena de que são Deuses. E esses mesmo velhinhos votam, via de regra em grupinhos de 3, a vida das pessoas.
Funciona da seguinte forma:
Velhinho 1- Relator: Pega o caso do cara que matou a missionária, passa para o estagiário que escreve qualquer merda.
Velhinho 2- Revisor: Nem toma conhecimento, vota acompanhando o estagiário do Velhinho 1.
Velhinho 3- Vogal: Nem toma conhecimento de nada. Nem sabe do processo. Seu estagiário vota de acordo com os outros dois estagiários.

Após esses votos, acontece uma solenidade, que se chama “Sessão de Julgamento”.
O Advogado do Assassino, ou de qualquer outro caso, fala pra os velhinhos, tentando modificar o voto deles, em prol de seu cliente.
Enquanto o Advogado fala, os Três Velhinhos dormem, na maior cara de pau, e o Velhinho 1 acorda quando se faz silêncio, o que significa que o Advogado terminou (Funciona, mais ou menos, quando você está dormindo com a TV ligada e acorda quando alguém a desliga).
Quando o Velhinho 1 acorda, ele finge que prestou atenção, e elogia a sustentação oral do advogado, mas, que, já tem uma posição tomada (que ele nem sabe se vai favorecer os interesses do locutor a sua frente), e lê o voto do estagiário.
Quando ele termina, o Velhinho 2 e o Velhinho 3 acordam e votam de acordo.
E você foi pra cadeia.


Ass: Regies Celso.

22 de outubro de 2007

Minha Escada


Me dê apenas mais uma frase como combustível para a minha ilusão de que você me quer loucamente e insanamente.
Só mais uma para que eu me reabasteça de esperança e solte todas as minha inspirações, revelando quem são as minhas diversas musas inspiradoras.
Hoje e principalmente, agora, eu só queria você como minha musa particular com seu perfume marcante e seu jeito de falar que eu sonho cada vez mais alto.
Tome a iniciativa, já que você me esmaga com sua logística simples, e eu complico tudo e acho tudo chato e superficial demais.
Eu me projeto em você agora, ok? Portanto, seja diferente das demais pessoas burras e vulgares que eu conheço e seja apenas isso que eu olho e me apaixono cada dia mais.
Abandone meu trauma que se concentra em um prazo de um mês, prazo esse que não consigo bater.
E seja minha paixão eterna enquanto dure.
Mas dure um pouquinho mais.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

5 de outubro de 2007

Colarinho.


Não conheço ninguém com esse nome.
Não me obrigue a escrever o que não gosto, nem me obrigue a agüentar a vida sóbrio.
Não me pergunte algo embaraçoso, para eu não saber responder!
Não me comprometa.
Não me iluda com suas falsas recomendações de cuidado.
Fique um pouco mais calada, afinal, coisas vazias fazem muito barulho.
Não me venha dizer que o seu time nunca perdeu do meu.
Nem que essa cerveja fudida é boa.
Só tem água.
Então me deixe pedir o que eu quiser, e gastar o tanto de dinheiro que eu quiser.
Deixe eu deixar essas contas malditas, que eu não sei de onde tirar o dinheiro pra pagar, pra bem depois.
Deixe eu gastar esse dinheiro reservado pra conta do celular em outras coisas...
Me deixe ser feliz sem remorso.
Me deixe te esquecer.
Mas seu remorso de me perder é algo semelhante a um orgulho mágico que ilude as pessoas.
Então me deixe ser tudo que eu mais quero ser.
E não me culpe por nada mais.

Ass: Pedro Barros.

1 de outubro de 2007

Só mais uma história de conto de fadas



Só mais uma historia de conto de fadas,
eu e você
a história sem fim,
o bem e o mal.
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir
Caminho por entre cajueiros com troncos torcidos
Meus pesadelos continuam me perseguindo
Será que esse será mais um final feliz?
Você chega e eu percebo que não a diferença entre a razão e a emoção...
Um é a vida o outro é o querer viver,
sentados no banco do parque jogando milho aos pombos,
esperando nitidamente que algo melhor lhes aconteça,
Sem bruxas malvadas, aonde o único mal é o meu querer demais....
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir......
Imploramos pelos cuidados de Vênus,
sabendo que nunca iremos ter a serenidade que almejamos
Você, mais linda que a Deusa do amor desperta inveja
E eu já estou no fim da minha jornada, no fim da escalada,
E por isso rezo a cada dia para que você não seja castigada por amar demais
Não que eu irei morrer, mas irei dormir profundamente dentro de meus sentimentos
E não saberei a hora de acordar!
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir
Queria ter asas para poder voar e além do horizonte poder cantar
Todos os anjos escutarão o que passei para ouvir o mel da sua voz
E o cheiro de rosa vindo do seu perfume
Mas como não tenho, me contento em te comparar
com o brilho do sol,e a luz das estrelas
Chego ao ponto de achar que perdi minha sanidade
Começo a parar de enxergar o que está na minha frente
E começo a enxergar o que está no meu coração
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir
E agora eu vejo que a “dança do meu diabo com o seu demônio
no túmulo do violinista está longe de acabar”,
Quero sempre mais do que posso ter, busco sempre a finitude do meu infinito
Mesmo sabendo que andar em círculos não me levará a canto nenhum
Me diz como, por favor apenas me diga como fugir desse ciclo vicioso do amor?
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir
Está na hora de te proteger, mas para isso acontecer me falta forças
O seu bem depende do meu mal, e o meu mal depende apenas de mim
Será essa a duvida que perpetua os poetas? Será por isso que todos estão mortos?
O fim está próximo e espero sinceramente que para isso acabar possa te despertar
Te levantar com um beijo, ser realmente um cavalheiro que salva a sua donzela
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir
As vezes me imagino em um quarto com apenas uma mesa e uma cadeira
Sentado ali, com meu cigarro tentando não chorar por ter feito o que fiz
Esperando a qualquer hora que você entre e me tire dessa rua da solidão
Não que você tenha me deixado, mas sim porque eu me tornei invisível para você
Não que você não me veja, pelo contrário, você me possui igual nunca,
E é por isso o meu desespero, por você me possuir, eu já não existo mais
E lá no canto do jardim uma flor de lotos querendo abrir
A completude que era nós, hoje se tornou você, o futuro que sonhamos ontem
Hoje já é o passado do amanha e é isso o que me atormenta
Estamos juntos, tão juntos que acabamos separados por nossos egos
Temos a certeza do para sempre, temos a visão do agora
e eu vejo o quanto estou com medo dessas coisas
Não posso mais crescer, vivo uma vida eterna envelhecendo na frente do espelho
E lá no canto do jardim uma flor de lotos prestes a se abrir
Estou desesperado, tomei a decisão mais difícil da minha vida
Decidi a me decidir entre eu e ela
Escolhi ela, por isso vou ter que transforma minha vida em um vento norte
e me deixar levar pelos caminhos do mundo
Cansei de ser pequeno, cansei de chorar em vão e não ter coragem de tomar a decisão
Deixei de ser seu cárcere privado e passei a ser sua liberdade
As coisas podiam ser diferentes, eu poderia ter sido um covarde e ter permitido que você estivesse na jaula dos leões no meu lugar,
poderia ter deixado você perceber que o amor nos aprisionou
poderia ter feito como diz o poeta morto que chora pela ausência de sua amada
Que clama por ela ter o deixado, mas apesar do seu sofrimento sabe que a culpa não foi sua
“Ai de mim, meu amor, você diz adeus!
Limpe o veneno da minha fronte.
Ai de mim, meu amor! Esta noite criminosa
Abandona-me como a uma criança adotiva.
E no momento em que eu faço minha promessa,
Estes anjos adormecem aos meus pés.
Neste momento você nem sabe o quanto
O meu espírito quer fugir."
Um homem, lutando contra a noite,
Suportando multidões sobre si,
Ele havia deixado sua glória e se esvaziado.
Nenhuma vigilante vela ardente
Poderia iluminar o caminho,
As trevas golpeiam a terra
Como uma estrela cadente.
Ele luta até o amanhecer
Contra o seu próprio espírito
E contra anjos das trevas”
E lá no canto do jardim uma flor de lotos prestes a se abrir
Levanto os olhos para ver o que restou do desespero de minha amada,
Mal sabe ela que o desesperado sou eu,
é como se eu estivesse em cima do meu coração
e meu coração em cima de cacos de vidros
e eu com meu peso cortando ele cada vez mais para sangrar
E clamo para que ele pare de bater,
mal sabe ela que o sofrimento é meu,
o sofrimento sou eu,
ela sente apenas uma tristeza momentânea
E lá no canto do jardim uma flor de lotos prestes a se abrir
O cintilar dos astros mais belos do mundo posso sentir nesse momento em minha vida
Pela primeira vez se sentiu liberto, numa sensação de dever comprido
O dia sempre amanhecia junto a batida das ondas do mar nos rochedos
Naquele dia o sentido da vida fez sentido....
A flor de lotos se abriu!!


Ass: Diogo

13 de setembro de 2007

PERSEGUIÇÃO



Envolto a neblinas e tempestades, tento ver o que esta acontecendo
Quero ser igual águia e do alto tentar entender o porque
de tanta morte de tantas guerras de tanta destruição sem razão
Vamos tentar ressuscitar nossos heróis e com eles continuar a cantar
Tanques de guerras, crianças matando esse é o caminho q estamos traçando
Ficamos passivos como avestruz, com a cabeça na terra banhada de sangue
O porque de tanta luta em vão? Vivemos numa eterna podridão
Vamos tentar ressuscitar nossos heróis e com eles continuar a cantar
Se seus olhos vermelhos não vêem o sol brilhar, esta na hora de parar pra pensar
O motivo que nos leva a destruir, o que deus nos deu pra construir
Ouça com atenção o que a natureza tem para falar, ela quer te ensinar
Vamos tentar ressuscitar nossos heróis e com eles continuar a cantar!!!


Ass: Diogo

3 de setembro de 2007

Destino


Inebriava com seu perfume adocicado.
Logo eu que detesto perfumes adocicados, ficava horas sonhando com as diversas nuances do seu cheiro.
Ele acabou perdendo a graça, um dia.
Nada demais, no entanto você quebrou a magia e a áurea de que eu havia criado em torno de você.
Virou uma mortal, igual as demais e eu passei a admira-la como uma pessoa atingível, e não mais como uma pessoa que fica bem até com perfume adocicado.
Nunca mais cogitei achar você em ninguém, pois você é inatingível até em seu estado sem graça.
Agora retorna aos meus pensamentos como aquele mito do passado.
Me deixando com dor de cabeça, náuseas, e falando pelos cotovelos para tentar disfarçar o nervosismo que me abate com a sua simples presença.
Mas ao tocar seus lábios pela primeira vez, percebi que seu perfume adocicado se foi, e algo cítrico invadiu minhas narinas.
Me relembrando como você era inatingível, e continua sendo mesmo em meus braços.
Você, realmente, se renova como ninguém.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

13 de agosto de 2007

Não gosto mais de quem eu gostava antes.


Não gosto mais de quem eu gostava antes.
Sei lá, perderam o brilho no olhar de quando olhavam para mim.
Sei que isso parece um tanto quanto subjetivo, mas gosto de ver alegria nas pessoas quando elas me vêm. É péssimo encontrar alguém que não sorri quando te vê, ou que não lhe acena, como um amigo que você não vê há tempos, mas que nunca deixou de ser amigo.
Amigos ficam anos sem se ver, e quando se vêm, parece que foi ontem.
Eu não gosto mais de quem não me abraça quando me vê. Eu não gosto mais daqueles que não se levantam pra me cumprimentar quando eu chego, e se não me dirijo a eles, tanto faz como tanto fez.
Eu não quero mais receber ligações de quem não consegue conversar mais de vinte minutos.
Quero meus amigos sinceros, que sabem tudo ao meu redor, que me ligam sem obrigação e que se levantam para me dar um abraço mesmo se tivessem me visto ontem.
Quero ver televisão e isso ser o melhor programa de sábado à noite.
Quero beber vodka e rir de um amigo meu que só da azar.
Quero tomar cerveja com meus amigos domingo de tarde e ir embora cedo porque trabalho na segunda, mas com a sensação de dever cumprido.
Quero comer salada, pagar caro por ela, e achar a melhor coisa do mundo.
Quero dividir um cigarro com meu amigo, como um bêbado cambaleante.
Quero gritar mais alto que os outros.
Quero esgoelar minha música preferida.
Depois disso quero que ninguém me discrimine.
Pois posso vê-los raramente.
Mas eles se levantam pra me abraçar quando eu chego.
Eles me olham nos olhos e sabem o que eu estou pensando.
Eles sabem quem me deixa triste.
Eles sabem o que eu quero e o que me deixa triste quando estou bêbado.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros