4 de abril de 2013

...

Queria fazer um desabafo, um grito profundo que ecoa do fundo da alma. Quanta falta eu sinto de você, quanto amor eu tinha guardado pra você, tinha o mundo pra te dar, o universo pra te presentear, flores pra te encantar, porque isso não era o bastante pra te fazer feliz? Hoje tenho um coração aos cacos, cada parte de você fragmentada em um canto qualquer do meu sentimento partido, nunca colará, nunca voltara a ser como foi um dia, com seu sorriso contagiando meu ser. Busco cada dia sofrer um pouquinho mais, mereço essa dor, como deixar amor tão lindo não perdurar? Sofrimento eterno. Queria navegar numa maré de paixão com você, até o infinito e avante, mas meu mar deságua em um turbilhão de dor, dor essa que movimenta minha vida. É necessário passar por esse tormento infinito para saber que eu não sou e nunca fui sua felicidade, que você sempre mereceu um sorriso no rosto e alegria no coração e que eu nunca seria bom o suficiente pra você. Não são paixões, não são vontades que me completam, sempre foi você a me completar e sempre fui eu a te esvaziar, todo brilho e cor comigo iam embora em você. Serei eu condenado sempre por usurpar sua alegria? Queria você sempre feliz, queria sempre o sorriso no seu rosto, queria traficar o amor e dar pra você, desejo que todo sofrimento infinito que possuo se triplique, mereço morrer por ter me tirado de você e te dado para outro qualquer. Eternamente ficara gravado em minha pele a falta que você me faz, fez e fará, sofrer 1800 é muito pouco, desejo rios de alegria, tempestades de felicidade e que todo amor que sinto por você seja dado por outros braços e abraços. Ass: Diogo Coelho

17 de setembro de 2011

Que é


Ao som de velhos poemas de morte, tento entender minha sorte, chorando sem me preocupar.
Palavras que calam minha boca, amarram minhas mãos, me sentam no chão.
Navalhas cortando a fio, sangram meus textos, completa o pretexto de não se importar.
Viajo sem nada, nem mesmo uma mala, pra eu não voltar.
Quem dera palavras bastardas, ditas da sala, em meio ao luar.
Com tudo que posso fazer, viso buscar, o meu alcançar.
Levo a vida sem destino, rindo, seguindo, me “lixo” pras pedras no meu caminho.
Me cato em pedaços, em cada canto que eu passo, em cada esquina que eu lato.
Reviro meu lixo, reciclo meu vicio de te amar.
Eterno cantar, a(marra) no laço que é pra virar.

Ass: Diogo Coelho

15 de setembro de 2011

Salteado


E assim seja feita a LUZ!
E surja! Eis, divina, a vida, aqui, me palpando. Me aplaudindo.
E surja como aquela onda gelada na minha cara, acorde!
Me busquei e me buscando encontrei vários, todos que me encontraram, e assim, me encontrei com eles, e quando isso acontece, encontro comigo mesmo.
E surjo como a vida apagada, a necessidade do ir, o amor ao sentimento de partir não para que você parta, mas para que você encontre. Encontre esses, aqueles, aquelas, olhos, águas, comidas e cheiros, amores e tristezas, decepções e choros, loucuras e buscas.
Saudades e lembranças com sorrisos estampados. Memórias como tijolos e sem marretas.
Pessoas como raízes e sem serras. Sorrisos de graça e gargalhadas gasolinosas.
Amigos como renovadores de energia, beijos como impulsores de adrenalina, sexo por prazer sem culpa, dança com energia, cozinha com emoção, estudo por tesão, vida por Felicidade.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

26 de abril de 2011

Navegante


Tudo parece dar voltas dentro da minha cabeça, do lado de fora roda o mundo.
Não posso mais fazer ela se lembrar de mim, aquelas palavras ácidas me causam destruição demasiada.
Com um nítido sorriso baby, você meio nonsense, eu jogado de lado como folhas secas.
Sinto-me a própria ilha de Crusoe, perdido e sem sentido.
Roubando o gosto da minha boca com seu beijo começo a não sentir nossos lábios se tocando, seja meu fogo de Prometeu e não seu castigo.
Ao som de velhas musicas fraseio poemas inúteis, sentimentos de um traficante da liberdade, idéias de um poeta.
Quando ninguém se importa, se fecha a porta.
Talvez amanha seja mais um dia para levantar-se de sua cama de ossos e achar seu caminho de volta para casa, nadar no oceano, se jogar de um precipício e aprender a voar.
Desde já me jogo no jogo, jogos de azes, retratos não falam por nada, sem nada.
Quem dera ao menos dizer palavras bastardas, sem máguas, puderas ser teu travesseiro em meio a lágrimas.

Ass: Diogo Coelho

18 de abril de 2011

Até ( Em verbos e poesias)


Já fui acampar em milho verde.
Já passei minha infância na Fazenda do Zé Carlindo na Serra do Cipó.
Já estudei em lugares que não gostei, já não tive amigos, já fui uma criança um pouco criada entre adultos.
Já me encontrei e me perdi diversas vezes, já vi uma casa 24 horas por dia ligada a 220V, com música, gente, risadas, casos e muitas, muitas histórias pra guardar.
Já fiz a escolha certa, já fiz amigos eternos em poucos segundos, já tive (e tenho) um apelido pra vida.
Já me apaixonei perdidamente. Já chorei e já tive a certeza que iria morrer de amor.
Já experimentei, já mudei de ares, já traí, e já fui traído.
Já viajei sem rumo e sem planos para ver um grande amor.
Já conheci pessoas e personagens impensáveis, já menti e já fui “mentido”.
Já tomei vodka a um real, já tive o melhor carnaval da minha vida, dormindo no chão.
Já tive momentos que nunca mais se apagarão, já cantei “Mr. Brightside”, já esgoelei “Last resort” e já cantei aos plenos pulmões Cazuza e Barão.
Já vi shows e mais shows, já tive empregos e empregos, já conheci pessoas de todos os tipos, jeitos e estilos.
Já escrevi, já li, já fiz cartas, já enviei presentes, já mandei flores, já recebi bilhetes.
Já fiz tatuagem, já me apaixonei por pessoas diferentes, já tive amores fugazes, já tive um grande amor.
Já tive amigos que o tempo se cuidou, já tive conhecidos, já tive grandes pessoas, pessoas marcantes, pessoas impagáveis, pessoas memoráveis, pessoas engraçadas, pessoas boas, pessoas ruins, pessoas ricas, pessoas muito pobres, pessoas tristes, pessoas felizes.
Já tive finais de semana intermináveis, já tive finais de semanas memoráveis, já tive feriados e férias inesquecíveis. Já namorei na praia, já chorei no gelo, já cantei pescando, já conheci pessoas impagáveis, já viajei de carro, de ônibus, de avião, de moto, de barco, ferry boat, de trem, já falei inglês e já li holandês. Já tive experiências e momentos imperdíveis.
Já fui triste, já fui feliz, já chorei de saudades, já fiz ene loucuras, já acordei sem lembrar de ontem, já passei dias como se fossem noites e noites como se fossem dias.
Já vomitei, já bebi, já gritei, já dei muitas risadas, já fui durmir na hora de acordar, já não vi o tempo e a manhã passar. Já passei muito calor, já fui um final de semana ao Rio de Janeiro ver um show e voltar. Já fiz viagens inesquecíveis, já conheci pessoas e culturas, já fui em rios, mares, gelo e cachoeiras. Já acampei, já conheci países e cidades, já tive memórias, já tive (e tenho) os melhores amigos do mundo.
Já usei barba, bigode, costeleta e cavanhaque.
Já enxerguei, já usei óculos, já usei lente. Já pensei com livros e já me emocionei com filmes.
Já chorei de saudades, já liguei e dei risadas, já viajei sem rumo, já não soube o que iria acontecer amanhã.
Já fui e voltei, já me cortei, já quebrei e e já gritei.
Já sorri, e já calei. Já briguei e já reconciliei.
Já quis mudar radicalmente, já tive ilusões e sonhos, já amei e já fui amado, já vivi e fui vivido junto com muitas pessoas, lugares, situações, memórias e sonhos.
Já amei e já fui amado.
Já busquei, e busco, a felicidade.
Já vivi, vivo.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

9 de fevereiro de 2011

Simplesmente


Quando a nossa teimosia teima em ir contra tudo o que sentimos, nos leva do nada ao lugar nenhum.
Como a gente se declara só com os olhos.
Quando o simples fato de existir, por si só, já é a angústia de toda a minha vida, e meu amor.
Quando algo que pode estar escrito, escrito aonde for, eu vou te ler, nem que seja para nunca mais entender suas letras e seus garranchos, e nunca mais te perguntar o porque de suas dedicatórias.
Se é para falar que eu apenas sinto saudades, saudades...


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

30 de janeiro de 2011

A minha fé eterna


Passamos toda a nossa vida em busca de algo, ou de alguém, de alguma coisa que nos faça sorrir, ser feliz e ir “em frente”.
Me rendo ao poder alheio de me motivar e me alegrar, minha tristeza com minhas frustrações, meus erros, e as pessoas que distanciei de mim por não conseguir ser o que eu não sou.
Choro aos prantos negros, aqueles panos brancos, aquela sua rotina que me irrita em sua sistemática que me dá vontade de ser você em toda a sua imperfeição, pois não consigo idealizá-la sem te enxergar completamente perfeita em sua alma bela que eu jamais terei.
Vivo a minha mentira, mas por não conseguir esconder minha verdade, fui sendo verdade e minha verdade só eu sei que não irá me aproximar de ninguém.
Passo a minha vida tentando fugir daquilo que eu sou, e tentando não frustrar aqueles que, no fundo, sinto saudades, e morro de vontade de tocá-la, uma última vez, para poder me arrepender depois, por não ter conseguido te mentir e fazer acreditar que no fundo, eu não sou nada disso.
Se, como diria a outra, a doença só se curará com outra, eu me afugento em sonhos, em dúvida se eu tenho essa capacidade de afastar meu altruísmo com a ignorância que eu considero em todos, e de me curvar que, na realidade, o ignorante sou eu.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

25 de janeiro de 2011

"Dor de um ano e tal"


Parece inevitável, tudo girando ao meu redor, sem nada a perder me arrisco por tão pouco.
Às vezes me pego dentro da minha bolha, perfeitamente protetora, ali dentro posso tudo, sou dono de mim, não há quem me controle.
Tão cansado de todas essas farsas, tão cansado de passar noites acordados, em claro, com pensamentos subliminares, me sinto um caco, o que busco é poder respirar novamente, que sombra é essa que assola minhas noites de insônia?
Um desabafo desesperado lastreia páginas de um caderno velho e usado, folhas rasuradas descrevem perfeitamente como me sinto, ora certo, outras errado, corrigido, riscado e reescrito.
Muitas vezes o caminho é tão longo, tantas vezes fico perdido em linha reta, querendo e precisando achar quem sou eu de verdade, porque o de mentira nunca me abandona.
Quando vejo caricaturas de mim mesmo entendo o porquê de ser igual a um palhaço, tão difícil de entender, tão complicado de achar graça, mesmo assim dou gargalhadas em frente a um espelho quebrado que reflete mil imagens de mim.
A penumbra me lembra que minha sombra é a verdade querendo sair da caverna que guardo dentro do meu coração, que dor é essa que não consigo suportar? “Dor de um ano e tal”.
De certo tento escrever desabafos de um artista que não consegue enxergar seu caminho, um solitário em busca de esperança, em busca de algo a mais que o faça curar seu coração quebrado.
Tortuoso as vezes, o suor escorre pela pele, desesperado para se refrescar em suas próprias lagrimas, afundado no mais puro ostracismo, ali, longe de si mesmo, encontro meu eu vazio vagueando por entre desertos, sozinho, querendo me achar.
Procuro razões pra me convencer, a vida já não é mais um quebra cabeças pra se montar.

Ass: Diogo Coelho

3 de janeiro de 2011

Que de fugaz me esquenta


Digo que o afeto é maior que o amor, que se mostra tão próximo do ódio. O afeto acalenta a alma, e não pede a mão em troca.
No auge do meu romantismo incurável, sempre enalteci o amor à todos os outros sentimentos, que são, em sua maioria condicionáveis, a contra-mão do indelével amor incondicional e eterno.
Me rendo à minha paixão, que de fugaz me esquenta e de rotineira não periga, me abandona como veio.
E me deixa rindo atóa.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

13 de dezembro de 2010

Relaxando


Todo dia é dia de passar com você, sua pele macia, seu cheiro de causar inveja a qualquer planta linda.
Já sem nada com o que me preocupar, quero gastar os ponteiros do meu relógio com você, brincando de rodar as horas para que elas não se preocupem com a gente, nosso tempo é todo tempo do mundo.
Minha cabeça roda, perdido entre sorrisos, olhares, encantos e vontades, aquele gostinho de eternamente apaixonado.
Um dia desses sentado por ai, curti a preguiça enquanto o sol me queimava, pude ver o que claramente eu escolhi.
Nos meus pensamentos escutei os encantos de um doce aroma, daqueles do tipo suave, posso compartilhar meus segredos com você.
Andando por aí e por aqui, procurando achar a jóia perfeita, procurando também, quem sabe, sempre te fazer sorrir.

Ass: Diogo Coelho

5 de dezembro de 2010

Controle


Com o coração quebrado mais uma vez tento atingir os mais altos picos.
Com todos os traços de um ser existente, saio de casa outra vez só para ver o mundo.
O que voce diz corresponde as suas atitudes, não quero ser mais um personagem de brinquedo.
Incanssavelmente espero uma mudança, estamos perto do fim, perto de nos soltarmos em busca de nossas aventuras.
Será que novamente viveremos nosso "terror" sem final feliz?
Ai de mim meu amor, novamente procuro aquela velha vela pra iluminar o vazio.
Meus sonhos já não são mais meus, são reflexões a mim impostas.
Busco um dia poder respirar livremente, ser novamente minha própria marionete.
É apenas questão de opinião, quando tudo parece perdido ai sim encontro como achar.
Não posso tirar meus olhos de você, os dias se dispedem.

Ass: Diogo Coelho

27 de novembro de 2010

E andarei...


E aí eu volto, e um dia, e um dia.
Às vezes eu aprendo e caminhando tropeço na fria angústia, o desejo de sair de mim, não caibo em mim.
Um dia então respeito o respeito, o que faço te impressiona? E o que faço te enlouquece. Sem jeito. Não deixo que a negação, um dia, toda minha vida, esperando.
E nós vamos andar até quando. Andaremos até que o sol se ponha no último dos oceanos, no último pôr do sol.
Antes que eu não consiga mais atingir, antes que eu não consiga mais respirar, antes que eu não consiga mais sorrir, mais gritar, mais chorar, mais me emocionar, mais aprender, mais viver, mais ser feliz.


Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

16 de outubro de 2010

A Gota


Eu sou o fogo que dispara, a flecha na direção, a certeza acusada, a timidez escancarada.
Eu sou a luz errante, a expansão contida, a solidão opcional.
Eu sou a introspectiva, o amor incondicional, a paixão remota.
Eu sou a divisão da opinião, a autoconfiança intelectual.
Eu sou a loucura engarrafada, eu sou o brilho da fumaça.
Eu sou aquilo que eu quis ser. Eu sou o senhor do meu destino, eu sou a homenagem explícita.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

8 de outubro de 2010

Sob a ótica do apaixonado pela crítica.





Quando paro para pensar em política há uma introspectiva minha em relação as minhas lembranças mais distantes, como a eleição de 1989, e como eu venho me posicionando a respeito delas ao longo desses 21 anos. Nasci em 1986, e, claro, não acompanhei bem essa eleição, mas me lembro do impeachment do Collor como se fosse hoje. É uma de minhas lembranças mais remotas, me lembro disso como um dos primeiros fatos da minha vida.

É claro que o fato de saber de cor o dingle do Paulino, aquele do “abraço”, do “15 de Zé Alencar, é o 15 de Itamar...”, “é 40, confirma, é Célio” dentre inúmeros outros, contribuiu, e muito, para que eu entrasse no curso de Direito. Só hoje tenho essa consciência de que essa minha fixação política me levou a seguir esse caminho. Sempre fui PT. Hoje em dia é pecado mortal apoiar Dilma, e os 80% de aprovação do Lula me parecem invisíveis pelos que me cercam. O caminho que a política percorreu ao longo da longeva eleição até a que estamos presenciando me fez desfazer em minha cabeça qualquer pensamento em relação a, basicamente, credibilidade de qualquer espécie de legenda, partido e coligação. Não tem lógica alguma. Não preciso me estender muito nesse assunto para me faz explicar, porque os fatos estão escancarados em qualquer imprensa me confirmando. Não me prendo mais em partidos. Partidos não existem, o sistema eleitoral proporcional é um lixo, confunde e emburrece o eleitor cada vez mais e mais, a ponto de ninguém saber nem mais se o candidato em que votou foi eleito ou não.

Os males e as mazelas do Brasil não são de hoje. O Collor não conseguia governar porque não tinha maioria no Congresso. A maioria no Congresso hoje pertence às grandes coligações, que se elegem em massa através do voto eleitoral e dos puxadores de votos, que se elegem, com mais alguns na carona. Seria interessante essa lógica do sistema proporcional se houvesse, de fato, identidade partidária. O voto eleitoral foi criado para tal fim. Valorizar o partido. O mandato não é do candidato, é do partido. Tudo bem, mas não há nenhuma lógica, hoje em dia, em acreditar que os grandes candidatos tem identidade partidária. Não tem. Ninguém tem.

A crista da onda, Marina, que era do extremo PT esta próxima de se aliar ao PSDB. Ela está certa? Não sei, mas, acima do direito de repensar sua posição, que é legítimo, há um fato interessante quando se observa que por um objetivo político, as coligações são formadas, descrendo qualquer ilusão de oposição real no Brasil. Um exemplo claro, para nós Mineiros, foi o apoio de Jô Moraes, militante ferrenha do PC do B, ao canastrão do Leonardo Quintão, do PMDB, que por sua vez era apoiado pelo Newtão, velho conhecido nosso, de passado e presente pouco nobres e fortuna inexplicável de alguns bilhões. Bilhões. Porque? Porque do outro lado dessa eleição para Prefeito de Belo Horizonte havia o Márcio Lacerda, que acabou vencedor, do PSB, apoiado pelo então Governador Aécio Neves, do PSDB, e pelo então Prefeito Fernando Pimentel, do PT. Abre aspas: Nessa eleição de 2010 ambos foram candidatos a Senador e Aécio apoiou Itamar, que foi eleito junto com ele. Pimentel não.
Então, vejamos: PT e PSDB juntos, depois separados, PMDB junto com o PC do B, e depois somos empurrados pelo voto proporcional, que nos faz engolir, goela abaixo, a tal identidade partidária, que nos empurra candidatos que desconhecemos a nossos representantes no grande congresso de despachantes que virou o Congresso Nacional.

O sistema de leis é falho, pois hoje em dia quem legisla as questões realmente determinantes, e daí se exclui a criação do dia do Atlético Mineiro, dia do isso, e dia do não sei aquilo, é o Executivo, que elabora as leis, de acordo com seus interesses governamentais, e envia as Emendas Constitucionais, as Leis Ordinárias que alteram alíquotas e criam Tributos, enfim, o que importa, e por meio de um de seus despachantes, e daí, leia-se, deputado da base governista, as envia como proposta de leis, e as aprova, com sua maioria congressista. Maioria essa formada, diga-se de passagem, por aqueles que desconhecemos.

Tudo isso me leva a crer qual é, de fato, o futuro do Brasil a partir de agora. O grande trunfo do Lula de não modificar, em tese, a diretriz econômica, é uma crítica positiva da crítica da Presidência. Opositores ferrenhos do PT, como a revista Veja, afirmam que a única coisa boa do governo atual é a estabilidade econômica. Acredito que nenhum dos candidatos a Presidência, hoje em dia, ousaria em alterar o rumo natural de abertura do mercado. As privatizações, quando bem feitas, são ótimas para o desafogamento da máquina estatal, dos custos operacionais, bem como aperfeiçoam a eficiência de produção.

Qual a lógica da identidade partidária agora? Que rumo vamos tomar? O PT é muito diferente em sua roubalheira ao DEM, aliado do PSDB de Serra, com seus Arrudas, ACM’s e cia?

Que rumos vamos tomar frente a essa grande descrença em relação aos nossos representantes, como as eleições de Tiririca, Newton Cardoso, e demais picaretas, e de Weslian Roriz disputando o segundo turno pro governo do DF?

Como vamos nos decidir entre o bem e o mal, entre a mãezona do Brasil e o workaholic preparadíssimo?

Como vamos nos portar diante desse circo que vem sendo armado hà anos e anos na nossa fuça, e que, no fundo, todo mundo toma whysky com todo mundo e não precisa nem ler do que se trata.


É de chorar.



Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

17 de agosto de 2010

O Suor das Pedras


Foi nessa época que percebi.
Se pensar enlouquece, e essa loucura me consome.
Se toda poesia, toda subjetividade.
Se erguemos pedras todos os dias, e as pedras sempre caem sob minhas costas, cansadas, meus cacos.
Ergo as pedras sobre minha cabeça.
Sob o Sol suo minhas forças, minha vontade de felicidade, minha ânsia enclausurada de viver.
Aquilo incondicional, há que ser incondicional.
Não exponho meus cacos. Junto-os e deixo-os ir.
Deixo, para que não me consuma
não me consuma
não me consuma.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

10 de agosto de 2010

Gira, Gira...




Vamos então comemorar o perdão, o antigo amigo, as novas emoções e as velhas lembranças.
Vamos lá, já que meu passado gira, gira, gira...
Vamos lá sentir uma naturalidade em ficar só, tão antes incomum.
Vamos lá?
Até quando então vou me flagrar com aquele aperto.
Eu deveria ter voltado?
Te deixei ir.
Você, sabe, vamos lá, não existe egoísmo em amor, amizade? Não.
Te deixo ir e guardo o que há de bom.
Te deixo ir de mim e ser feliz em qualquer lugar.
A torcida é minha por você, em qualquer lugar.
Vamos lá, vamos cá. Me deixe treinar “ora pois”.
Me deixe voar.
Quem deixa?
Someone like me.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros

7 de agosto de 2010

2010. E agora?


Bom, como eu já tinha lembrado anteriormente, esse ano, assim que a gente começa a esquecer a Copa do Mundo, vem as Eleições para Presidente, Governador e Senador.
Aqui, em Minas Gerais, estamos especialmente ferrados nessas eleições, mas não só nós. O Brasil todo.
Nas fatídicas eleições de 1989 tínhamos 14 candidatos com condições reais de chegar à Presidência. Eram 20 candidatos. Tudo bem que, aquela época, em primeiras eleições após 25 anos sem diretas, havia a criação desenfreada de partidos políticos, e as vastas e esdrúxulas coligações não haviam nascido. Mas hoje em dia a falta de candidato está beirando o desespero.
Nas eleições que se aproximam, temos, de fato, dois candidatos com possibilidade de chegar ao Planalto. Dilma e Serra. Cel. Michel Temer como vice de Dilma e o playboy Índio da Costa como vice de Serra completam o pacote.
É de levantar as mãos pros céus e se perguntar: E agora José? José, não dá, e convenhamos, ta difícil acreditar em um governo exemplar da Sra. Rousseff em caso de vitória. Sobra a Marina, que ta na crista da onda, mas acredito que na hora “agá” não alavanca nos votos. É uma situação difícil porque temos que escolher, em suma, o menos pior. As coligações desenfreadas em busca de maior tempo na propaganda política na TV e na “viabilidade de se governar” em Brasília chegaram a tal ponto que estamos nos aproximando do modelo americano de bipartidarismo. É de chorar. Tirando um pouco do foco nacional e se aproximando do cenário Mineiro, vemos uma situação mais indignante ainda. Antonio Anastásia (PSDB - DEM) e Hélio Costa (PMBD - PT) polarizam a disputa pelo governo do estado nos moldes do panorama nacional das coligações PSDB-DEM e PMDB-PT. Chega a ser ridículo Fernando Pimentel, Prefeito em dois mandatos da capital, aprovação superior a 90% abrir mão da candidatura do estado e Patrus Ananias ex-Prefeito e ex-Ministro de Estado do governo Lula aceitar ser vice de Hélio Costa em troca de um acordão com o PMDB. É revoltante. Hélio Costa é um ex-jornalista e político duvidoso que tem altos índices de aprovação no interior em troca de algum tipo obscuro de politicagem. Antonio Anastásia, meu ex-professor na Faculdade de Direito Milton Campos, é um técnico excepcional e é dono de uma respeitável carreira acadêmica, mas não é um político, além de ter se embrenhado em meios aos Coronéis resistentes da época da ditadura, hoje habitantes em terras do DEM.
Nós sobra a eleição para Senador, que de longe, conta com a melhor disputa entre todas as que iremos votar. Aécio Neves, ex-Governador por dois mandatos, Itamar Franco, ex-Presidente da República e Fernando Pimentel, ex-Prefeito por dois mandatos disputam duas vagas no Senado. O grande problema é que como o mandato de Senador é de 8 anos, é muito possível que nenhum dos 3, se eleitos, irá cumprir o mandato até o fim. Itamar Franco, no auge de seus 80 anos, pode até chegar no final do mandato, mas, convenhamos, sem duvidar da capacidade laborativa do Itamar, é complicado votar em um candidato de 80 anos, para um mandato de 8 anos, em que seu suplente é ninguém menos que Zezé Perrella do DEM. Zezé, Presidente do Cruzeiro Esporte Clube e empresário é conhecido por suas atividades, digamos, duvidosas. Aécio Neves, por sua vez, é novo, já que com 50 anos, chega ainda novo no final do mandato, aos 58. No entanto, se Serra não ganhar as eleições, quem vai ser o candidato do PSDB em 2014? Seu suplente é ninguém menos que Elmiro Nascimento do deplorável DEM, ex-Prefeito de Poços de Caldas que recebeu denúncias por má gestão durante seu mandato. O segundo suplente de Aécio Neves é Tildem Santiago, que era do PT e até foi embaixador de Brasil em Cuba durante o governo Lula. Dá pra entender?

Ass: Regies Celso

27 de julho de 2010

Derramo



É eu, é você, é tanta coisa que já nem sei mais. Tomo atitudes erradas, pensamentos que não convém, destilo minhas palavras contra um muro de concreto, às vezes certo, outras errado, sempre sofrendo muito com esse buraco, vazio existencial.
Porque sou assim? Porque dentro do contexto no qual fui criado sou tão diferente daquilo que sonham para mim? Já não agüento mais tantas idéias e paranóias me atormentando, quando prendo a respiração ai sim entendo, quando me sufoco sou uma ilha numa imensidão de águas.
Minha história não pode ser tão diferente daquela que um dia contei, cantei, proseei empunhando aquele violão desgastado com meus dedilhados cansados e sonolentos, aquelas páginas de papéis rascunhadas com poemas de um solitário não podem simplesmente ter sumido, se esvaído por entre lágrimas que expressam em palavras o que sinto.
De tanta coisa que passou, que passará, onde será que encontro minha capacidade de buscar em um labirinto emocional, acordes verbais, às vezes melodramáticos, em outras “suspens(e)os”, lá no alto, em meio a montanhas gélidas que encontro em minha alma.
Sempre em busca de um ombro amigo, uma pele que me trará abrigo, um braço de apoio que surge entre as nuvens do meu céu nublado, carregado, por mim, por você, por tanta coisa que novamente já nem sei mais.
Queria por um ponto final nos filmes que passam entre minhas retinas, em tiras, com tiras por todos os lados, ofuscando viveres daqueles andarilhos sobrecarregados com as verdades de um dia passado, corrido, buscado e sensato.
Luto sempre, por mim, por você, por eles, aqueles que um dia depositaram em mim, o que eu fiz questão de enterrar, meus cacos já não se colam mais.

Ass: Diogo Coelho

20 de julho de 2010

Idéias ao "léu"


Quantos dias até que acabe aquela vontade conflitante de sonhar e ficar inerte?
Como palavras lançadas ao fogo e seladas em meu ser, busco um dia me banhar nas águas cristalinas de um ribeirão doce e distante para poder limpar as roupas sujas que uso de um longo tempo atrás.
Deixo de atuar em peças de fundo de quintal e me importo aos horizontes divinos, me dispeço de você, de mim, e saio em busca de me encontrar aqui, ali, em qualquer lugar que me encontre.
Como cacos de vidros que formam um diamante, assim são meus pensamentos sujos em pedaços, será que um dia virarei uma pedra preciosa!?
Contudo contino eu, às vezes completo, em outras partido, mas na maioria, sempre perdido!

Ass: Diogo Coelho

29 de junho de 2010

A perda do horizonte, e o vicio.


Não se pergunta aos céus.
Mas ô, céus, o que será essa grande perda de horizonte e os vícios em que se afogam, eis que como diria aquele grande outro, cada um faz o que quer.
Cada um faz o que quer, e aquele paraíso praiano, em que não se tem aquele grande objetivo, aquele que nos move, mas nos deixa feliz.
Aquele em que meu filho terá que ser mais feliz do que eu.
Mas será que esse paraíso praiano não será, quem sabe, aquele meu objetivo maior, aquele objetivo em que aposto, ele seria mais feliz do que eu, que não tive isso, ou aquilo, mas sim o que transforma a mera existência em vida. Aquela gana de procurar mais a felicidade do que a objetividade. Aquela vergonha que da ao assinar o ponto, o protocolo.
Atente-se você, meu paraíso praiano. Ao que estou a pensar.
E minhas malas se arrumam.
A perda do horizonte, e o vicio, aquele em que nos perdemos, em horizontes. Vou viver a mim. Vou viver aos outros?
Vou viver aos céus, viver aos mares e aos cocos.
Aquilo tudo em mim, me afaste esse cálice.
Dos horizontes, dos vícios.

Ass: Pedro Gazzinelli de Barros.